IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2021
Um paciente de 50 anos queixa-se de diarreia há um ano, além de dor abdominal pós prandial, distensão e perda de peso. Dentre os exames realizados para investigação diagnóstica, realizou a dosagem da elastase fecal, que teve valores muito reduzidos. Qual a principal hipótese diagnóstica para o caso?
Diarreia crônica + perda de peso + dor abdominal + elastase fecal ↓ = Insuficiência Pancreática Exócrina.
A elastase fecal é um marcador sensível e específico da função pancreática exócrina. Valores muito reduzidos, associados a sintomas de má absorção como diarreia crônica, perda de peso e dor abdominal pós-prandial, são altamente sugestivos de insuficiência pancreática exócrina.
A insuficiência pancreática exócrina (IPE) é uma condição caracterizada pela incapacidade do pâncreas de produzir e secretar enzimas digestivas em quantidade suficiente para a digestão adequada de alimentos. É uma causa importante de má absorção, especialmente de gorduras, e pode levar a deficiências nutricionais e perda de peso. A IPE é frequentemente subdiagnosticada, mas sua identificação é crucial para o manejo adequado. A fisiopatologia envolve a destruição ou disfunção das células acinares pancreáticas, responsáveis pela produção de enzimas como lipase, amilase e proteases. Os sintomas incluem esteatorreia (fezes gordurosas, volumosas e fétidas), dor abdominal, distensão, flatulência e perda de peso. O diagnóstico é fortemente sugerido pela dosagem da elastase fecal, que é um teste não invasivo e altamente específico para avaliar a função pancreática exócrina. Valores abaixo de 200 µg/g de fezes são indicativos de IPE. O tratamento da IPE consiste principalmente na reposição de enzimas pancreáticas (REP) com as refeições, visando melhorar a digestão e absorção de nutrientes. Além disso, o manejo nutricional e a suplementação de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K) são essenciais. O prognóstico melhora significativamente com o tratamento adequado, prevenindo complicações nutricionais e melhorando a qualidade de vida do paciente.
Os sintomas incluem diarreia crônica (esteatorreia), dor abdominal pós-prandial, distensão abdominal, flatulência, perda de peso e deficiências vitamínicas devido à má absorção de gorduras.
A elastase fecal é uma enzima pancreática que não é degradada durante o trânsito intestinal. Níveis reduzidos indicam uma produção insuficiente de enzimas pancreáticas, sendo um marcador sensível e específico da função exócrina do pâncreas.
As causas mais comuns em adultos são pancreatite crônica (principalmente alcoólica), fibrose cística (embora mais comum em crianças), obstrução do ducto pancreático por tumores e cirurgias pancreáticas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo