Insuficiência Pancreática Exócrina: Diagnóstico e Sintomas

IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2021

Enunciado

Um paciente de 50 anos queixa-se de diarreia há um ano, além de dor abdominal pós prandial, distensão e perda de peso. Dentre os exames realizados para investigação diagnóstica, realizou a dosagem da elastase fecal, que teve valores muito reduzidos. Qual a principal hipótese diagnóstica para o caso?

Alternativas

  1. A) Doença celíaca.
  2. B) Doença de Crohn.
  3. C) Insuficiência pancreática exócrina.
  4. D) Retocolite ulcerativa.
  5. E) Síndrome do intestino irritável.

Pérola Clínica

Diarreia crônica + perda de peso + dor abdominal + elastase fecal ↓ = Insuficiência Pancreática Exócrina.

Resumo-Chave

A elastase fecal é um marcador sensível e específico da função pancreática exócrina. Valores muito reduzidos, associados a sintomas de má absorção como diarreia crônica, perda de peso e dor abdominal pós-prandial, são altamente sugestivos de insuficiência pancreática exócrina.

Contexto Educacional

A insuficiência pancreática exócrina (IPE) é uma condição caracterizada pela incapacidade do pâncreas de produzir e secretar enzimas digestivas em quantidade suficiente para a digestão adequada de alimentos. É uma causa importante de má absorção, especialmente de gorduras, e pode levar a deficiências nutricionais e perda de peso. A IPE é frequentemente subdiagnosticada, mas sua identificação é crucial para o manejo adequado. A fisiopatologia envolve a destruição ou disfunção das células acinares pancreáticas, responsáveis pela produção de enzimas como lipase, amilase e proteases. Os sintomas incluem esteatorreia (fezes gordurosas, volumosas e fétidas), dor abdominal, distensão, flatulência e perda de peso. O diagnóstico é fortemente sugerido pela dosagem da elastase fecal, que é um teste não invasivo e altamente específico para avaliar a função pancreática exócrina. Valores abaixo de 200 µg/g de fezes são indicativos de IPE. O tratamento da IPE consiste principalmente na reposição de enzimas pancreáticas (REP) com as refeições, visando melhorar a digestão e absorção de nutrientes. Além disso, o manejo nutricional e a suplementação de vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K) são essenciais. O prognóstico melhora significativamente com o tratamento adequado, prevenindo complicações nutricionais e melhorando a qualidade de vida do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da insuficiência pancreática exócrina?

Os sintomas incluem diarreia crônica (esteatorreia), dor abdominal pós-prandial, distensão abdominal, flatulência, perda de peso e deficiências vitamínicas devido à má absorção de gorduras.

Como a elastase fecal auxilia no diagnóstico da insuficiência pancreática exócrina?

A elastase fecal é uma enzima pancreática que não é degradada durante o trânsito intestinal. Níveis reduzidos indicam uma produção insuficiente de enzimas pancreáticas, sendo um marcador sensível e específico da função exócrina do pâncreas.

Quais são as principais causas de insuficiência pancreática exócrina em adultos?

As causas mais comuns em adultos são pancreatite crônica (principalmente alcoólica), fibrose cística (embora mais comum em crianças), obstrução do ducto pancreático por tumores e cirurgias pancreáticas.

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