UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2023
Em relação às opções de maternidade para uma mulher com insuficiência ovariana primária (IOP), considere os itens a seguir.I. Adoção.II. Criopreservação de oócitos.III. Estimulação ovariana hormonal controlada.IV. Óvulo de doadora jovem.Assinale a alternativa correta.
IOP: Adoção e óvulo de doadora são as principais opções de maternidade; criopreservação oocitária só se feita ANTES da IOP.
Mulheres com Insuficiência Ovariana Primária (IOP) têm falência ovariana antes dos 40 anos, resultando em infertilidade devido à ausência de folículos viáveis. Portanto, a estimulação ovariana hormonal controlada e a criopreservação de oócitos (se não realizada antes do diagnóstico) não são opções viáveis para a concepção com óvulos próprios.
A Insuficiência Ovariana Primária (IOP), anteriormente conhecida como falência ovariana prematura, é uma condição caracterizada pela perda da função ovariana antes dos 40 anos de idade. Afeta aproximadamente 1% das mulheres e manifesta-se com amenorreia, sintomas de deficiência estrogênica e níveis elevados de gonadotrofinas. A principal consequência da IOP é a infertilidade, pois os ovários não conseguem mais produzir óvulos viáveis. Para mulheres diagnosticadas com IOP que desejam ter filhos, as opções de maternidade são limitadas, uma vez que a produção de óvulos próprios é comprometida. A criopreservação de oócitos só seria uma opção se realizada antes do estabelecimento da IOP, o que raramente ocorre. A estimulação ovariana hormonal controlada é ineficaz, pois não há folículos responsivos. As alternativas viáveis para a maternidade incluem a adoção, que oferece a possibilidade de formar uma família sem a necessidade de gestação biológica, e a fertilização in vitro (FIV) com óvulos de doadora jovem. Nesta última, óvulos de uma doadora são fertilizados com espermatozoides do parceiro (ou de doador) e os embriões resultantes são transferidos para o útero da mulher com IOP, que passará pela gestação.
A IOP é a falência da função ovariana antes dos 40 anos, caracterizada por amenorreia, níveis elevados de gonadotrofinas (FSH) e baixos de estrogênio, resultando em infertilidade e sintomas de menopausa.
A estimulação ovariana é ineficaz na IOP porque os ovários já não possuem folículos viáveis ou respondem à estimulação hormonal. A falência é primária do ovário, não do eixo hipotálamo-hipófise.
As principais alternativas para mulheres com IOP que desejam engravidar são a adoção e a fertilização in vitro com óvulos de doadora, pois permitem a gestação mesmo sem a produção de óvulos próprios.
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