Insuficiência Ovariana Primária: Exames Diagnósticos

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025

Enunciado

Leia o caso a seguir: Paciente do sexo feminino, 29 anos, procurou o serviço de ginecologia devido quadro de amenorreia secundária. Antecedente de ciclos menstruais regulares, porém com interrupção das menstruações há 9 meses, associado à piora da qualidade do sono e ondas de calor. Negou galactorreia. Exame físico normal, IMC de 23,9 k/m² (peso em kg dividido pela altura em m ao quadrado), ausência de acne e hirsutismo. Foi feita a hipótese diagnóstica de insuficiência ovariana primária. Para confirmação diagnóstica, quais exames devem ser solicitados?

Alternativas

  1. A) TSH, beta-HCG, prolactina e FSH.
  2. B) Estradiol, testosterona, TSH e prolactina.
  3. C) Testosterona, cortisol, FSH e prolactina.
  4. D) Estradiol, testosterona, TSH e LH.

Pérola Clínica

Amenorreia secundária investigação inicial = Beta-HCG + TSH + Prolactina + FSH.

Resumo-Chave

Na investigação de amenorreia secundária, deve-se excluir gravidez, disfunções tireoidianas e hiperprolactinemia antes de confirmar falência ovariana via FSH elevado.

Contexto Educacional

A Insuficiência Ovariana Primária (IOP) caracteriza-se pela perda da atividade folicular ovariana antes dos 40 anos. O quadro clínico típico envolve amenorreia secundária associada a sintomas de hipoestrogenismo, como ondas de calor, secura vaginal e distúrbios do sono. O diagnóstico laboratorial requer a exclusão de outras causas comuns de amenorreia (gravidez, doenças da tireoide e hiperprolactinemia) e a demonstração de níveis elevados de FSH. A dosagem de FSH deve ser repetida com intervalo de 4 a 6 semanas para confirmação, caracterizando o estado de hipogonadismo hipergonadotrófico. O manejo envolve reposição hormonal para prevenir osteoporose e sintomas climatéricos.

Perguntas Frequentes

Quais os critérios para Insuficiência Ovariana Primária (IOP)?

A IOP é diagnosticada em mulheres com menos de 40 anos que apresentam amenorreia por 4 meses ou mais, associada a níveis de FSH na faixa de menopausa (geralmente > 25 UI/L) em duas ocasiões com intervalo de 4 semanas.

Por que pedir TSH e Prolactina na amenorreia?

O hipotireoidismo e a hiperprolactinemia são causas frequentes de amenorreia secundária. O TSH e a Prolactina permitem excluir essas etiologias sistêmicas que interferem no eixo hipotálamo-hipófise-gonadal.

Qual o primeiro exame em qualquer amenorreia?

O Beta-HCG é obrigatoriamente o primeiro exame a ser solicitado em qualquer mulher em idade fértil com amenorreia, para excluir gestação, que é a causa mais comum de interrupção dos ciclos.

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