Insuficiência Ovariana Primária: Diagnóstico Hormonal

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023

Enunciado

Uma paciente com 35 anos, casada, nuligesta, procurou atendimento especializado, queixando-se de ciclos irregulares, fogachos, insônia, diminuição da lubrificação vaginal e da libido. O médico, após solicitação de exames e verificação dos resultados, fez o diagnóstico de insuficiência ovariana.Nesse caso, o diagnóstico pôde ser confirmado com base nos resultados dos seguintes exames:

Alternativas

  1. A) FSH e estradiol elevados, inibina baixa. 
  2. B) FSH elevado, estradiol e inibina baixos. 
  3. C) FSH baixo, estradiol e inibina elevados. 
  4. D) FSH e estradiol baixos, inibina elevada.

Pérola Clínica

Insuficiência Ovariana Primária → FSH ↑, Estradiol ↓, Inibina B ↓.

Resumo-Chave

A insuficiência ovariana primária é caracterizada pela perda da função ovariana antes dos 40 anos. O diagnóstico laboratorial é confirmado pela elevação do FSH (devido à falha do feedback negativo ovariano) e baixos níveis de estradiol e inibina B, refletindo a diminuição da reserva folicular.

Contexto Educacional

A Insuficiência Ovariana Primária (IOP), também conhecida como Falência Ovariana Prematura (FOP), é definida pela perda da função ovariana antes dos 40 anos de idade. Afeta cerca de 1% das mulheres e é uma condição de grande impacto na saúde reprodutiva e geral, levando a sintomas de deficiência estrogênica e infertilidade. A etiologia é multifatorial, incluindo causas genéticas, autoimunes, infecciosas, iatrogênicas e idiopáticas. O diagnóstico da IOP é primariamente laboratorial, baseado na dosagem hormonal. A fisiopatologia envolve a depleção ou disfunção dos folículos ovarianos, resultando em baixa produção de estrogênio e inibina B. A ausência do feedback negativo desses hormônios sobre a hipófise leva a um aumento compensatório do FSH. Portanto, o perfil hormonal característico é FSH elevado, estradiol baixo e inibina B baixa. A suspeita clínica surge em mulheres jovens com amenorreia secundária ou oligomenorreia e sintomas vasomotores. O manejo da IOP visa principalmente a reposição hormonal para aliviar os sintomas da deficiência estrogênica e prevenir complicações a longo prazo, como osteoporose e doenças cardiovasculares. A fertilidade é um desafio significativo, e opções como a doação de óvulos podem ser consideradas. É crucial o acompanhamento multidisciplinar e o aconselhamento psicológico devido ao impacto emocional da condição.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da insuficiência ovariana primária?

Os sintomas incluem ciclos menstruais irregulares ou amenorreia, fogachos, insônia, diminuição da lubrificação vaginal e da libido, semelhantes aos da menopausa, mas ocorrendo antes dos 40 anos.

Por que o FSH está elevado na insuficiência ovariana primária?

O FSH está elevado devido à falha dos ovários em produzir estrogênio e inibina B, que normalmente exercem feedback negativo sobre a hipófise, resultando em aumento da secreção de FSH.

Qual a importância da inibina B no diagnóstico da insuficiência ovariana?

A inibina B é um marcador da função ovariana e da reserva folicular. Níveis baixos de inibina B, juntamente com FSH elevado e estradiol baixo, confirmam a insuficiência ovariana.

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