HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2025
Mulher, de 35 anos de idade, vem ao ambulatório com queixa de amenorreia. Relata que, até 8 meses atrás, apresentava ciclos menstruais regulares. Neste período ela começou a apresentar irregularidade menstrual, que evoluiu para amenorreia há 6 meses. Também relatou fogachos e alterações de humor. Neste mesmo período tem tentado engravidar, mas não consegue. A paciente não faz uso de medicações contínuas e nega histórico familiar significativo. Sem outras queixas ou alterações ao exame físico. Qual é o principal exame que está indicado para confirmar o diagnóstico mais provável?
Mulher <40a com amenorreia + fogachos → Suspeitar IOP → Confirmar com FSH >40 mUI/mL em 2 ocasiões.
A amenorreia secundária em mulher jovem com sintomas vasomotores (fogachos) e infertilidade sugere insuficiência ovariana prematura. O diagnóstico é confirmado pela dosagem de FSH elevada em duas ocasiões, refletindo a falha ovariana em responder ao estímulo hipofisário.
A Insuficiência Ovariana Prematura (IOP), também conhecida como Falência Ovariana Precoce (FOP), é uma condição caracterizada pela perda da função ovariana antes dos 40 anos de idade, resultando em amenorreia, infertilidade e sintomas de deficiência estrogênica, como fogachos e alterações de humor. Afeta cerca de 1% das mulheres e tem um impacto significativo na qualidade de vida e na saúde reprodutiva. A fisiopatologia envolve a depleção ou disfunção dos folículos ovarianos, levando à diminuição da produção de estrogênio e progesterona. O diagnóstico é estabelecido clinicamente pela amenorreia secundária e sintomas vasomotores em mulheres com menos de 40 anos. A confirmação laboratorial é feita pela dosagem de hormônio folículo-estimulante (FSH) em duas ocasiões, com intervalo de 4 a 6 semanas, onde níveis consistentemente acima de 40 mUI/mL são indicativos de falência ovariana. O tratamento da IOP visa principalmente o alívio dos sintomas da deficiência estrogênica e a prevenção de complicações a longo prazo, como osteoporose e doenças cardiovasculares, através da terapia de reposição hormonal. A infertilidade associada à IOP é um desafio, e opções como a fertilização in vitro com óvulos doados podem ser consideradas. É crucial o aconselhamento e suporte psicológico para as pacientes.
O diagnóstico de IOP é estabelecido pela presença de amenorreia por pelo menos 4 a 6 meses em mulheres com menos de 40 anos, acompanhada de níveis elevados de FSH (>40 mUI/mL) em duas amostras coletadas com 4 a 6 semanas de intervalo.
O FSH é o principal exame porque, na IOP, os ovários não respondem adequadamente ao estímulo da hipófise, resultando em baixos níveis de estrogênio e, consequentemente, um feedback negativo reduzido, levando a um aumento compensatório do FSH.
Outras causas de amenorreia incluem gravidez, síndrome dos ovários policísticos, hiperprolactinemia, disfunção tireoidiana e amenorreia hipotalâmica, que devem ser excluídas antes do diagnóstico de IOP.
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