Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2021
O exame laboratorial fundamental para diagnóstico de Insuficiência Ovariana Prematura é
IOP = amenorreia + FSH > 25-40 mUI/mL (2 dosagens) + < 40 anos.
A Insuficiência Ovariana Prematura (IOP) é definida pela perda da função ovariana antes dos 40 anos, resultando em amenorreia e hipoestrogenismo. O diagnóstico laboratorial fundamental é a elevação persistente do FSH (hormônio folículo-estimulante) em duas dosagens com intervalo de 4-6 semanas, geralmente acima de 25-40 mUI/mL, em conjunto com níveis baixos de estradiol.
A Insuficiência Ovariana Prematura (IOP), também conhecida como falência ovariana precoce, é uma condição clínica caracterizada pela perda da função ovariana antes dos 40 anos de idade. Afeta aproximadamente 1% das mulheres e pode levar a sintomas de menopausa, infertilidade e aumento do risco de osteoporose e doenças cardiovasculares devido ao hipoestrogenismo prolongado. É um diagnóstico importante para o residente, pois impacta a saúde reprodutiva e geral da mulher. O diagnóstico da IOP é primariamente laboratorial e clínico. Clinicamente, a paciente apresenta amenorreia (primária ou secundária) e sintomas de deficiência estrogênica, como ondas de calor, secura vaginal e alterações de humor. Laboratorialmente, o exame fundamental é a dosagem do Hormônio Folículo-Estimulante (FSH). Níveis de FSH persistentemente elevados (geralmente acima de 25-40 mUI/mL) em duas amostras coletadas com intervalo de 4 a 6 semanas, em conjunto com baixos níveis de estradiol, confirmam a falência ovariana. O tratamento da IOP visa principalmente a reposição hormonal para mitigar os sintomas do hipoestrogenismo e prevenir complicações a longo prazo, como osteoporose e doenças cardiovasculares. A terapia de reposição estrogênica (TRE) é recomendada até a idade média da menopausa natural (cerca de 50-51 anos). O aconselhamento sobre fertilidade e opções reprodutivas, como doação de óvulos, também é crucial para essas pacientes.
Os critérios diagnósticos para IOP incluem amenorreia por pelo menos 4 a 6 meses, idade inferior a 40 anos e níveis elevados de FSH (geralmente > 25-40 mUI/mL) em duas dosagens separadas por 4 a 6 semanas, acompanhados de baixos níveis de estradiol.
O FSH é fundamental porque, na IOP, os ovários não respondem adequadamente ao estímulo da hipófise para produzir estrogênio. Consequentemente, a hipófise aumenta a produção de FSH em uma tentativa de estimular os ovários, resultando em níveis séricos elevados.
No diagnóstico diferencial de amenorreia com FSH elevado, deve-se considerar outras causas de falência ovariana, como disgenesia gonadal (Síndrome de Turner), ooforite autoimune, quimioterapia/radioterapia prévia, infecções virais (caxumba) e causas genéticas raras.
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