Insuficiência Ovariana Prematura: Diagnóstico e Critérios

Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2026

Enunciado

Em relação à Insuficiência Ovariana Prematura (IOP), é correto se afirmar:

Alternativas

  1. A) É a perda da atividade ovariana antes dos 40 anos, podendo ter amenorreia ou ciclos irregulares.
  2. B) Essa doença cursa com gonadotrofinas e estradiol baixos.
  3. C) São fatores de risco esquemas de tratamentos para doenças crônicas, alcoolismo e laqueadura tubárea.
  4. D) Se usar FSH para diagnóstico, esse deverá ser dosado no meio do ciclo.
  5. E) O Hormônio Antimulleriano (AMH) deve ser usado para esse diagnóstico.

Pérola Clínica

IOP = Amenorreia/Oligomenorreia > 4 meses + FSH > 25 mUI/mL (2 medidas) antes dos 40 anos.

Resumo-Chave

A IOP é caracterizada pelo hipogonadismo hipergonadotrófico (FSH alto, estradiol baixo) ocorrendo antes dos 40 anos, resultando em sintomas de hipoestrogenismo.

Contexto Educacional

A Insuficiência Ovariana Prematura (IOP) é definida como a perda da atividade folicular ovariana antes dos 40 anos de idade. Clinicamente, manifesta-se por um período de pelo menos 4 meses de amenorreia ou oligomenorreia. O quadro é acompanhado por sintomas de deficiência estrogênica, como fogachos, sudorese noturna, secura vaginal e alterações de humor, semelhantes ao climatério fisiológico, porém em idade precoce. O diagnóstico é fundamentalmente clínico e laboratorial, caracterizando um estado de hipogonadismo hipergonadotrófico. O tratamento foca na Terapia de Reposição Hormonal (TRH) para mitigar os sintomas e prevenir complicações a longo prazo, como a osteoporose precoce e o aumento do risco cardiovascular. O acompanhamento deve incluir suporte psicológico e discussão sobre opções reprodutivas, como a ovodoação, caso a paciente deseje gestar.

Perguntas Frequentes

Quais os critérios laboratoriais para diagnóstico de IOP?

O diagnóstico laboratorial baseia-se na detecção de níveis elevados de Hormônio Folículo-Estimulante (FSH), geralmente acima de 25 mUI/mL (embora alguns consensos utilizem > 40 mUI/mL), em duas dosagens distintas com intervalo de pelo menos 4 semanas, associado a níveis baixos de estradiol.

A IOP é sinônimo de esterilidade permanente?

Não. Diferente da menopausa fisiológica, a IOP pode apresentar um curso flutuante. Cerca de 5% a 10% das mulheres diagnosticadas com IOP podem apresentar ovulação espontânea e conseguir engravidar após o diagnóstico, embora a reserva ovariana esteja severamente comprometida.

Quais as principais causas de IOP?

As causas podem ser genéticas (como a Síndrome de Turner ou pré-mutação do gene FMR1), autoimunes (frequentemente associadas a doenças da tireoide ou adrenais), iatrogênicas (quimioterapia, radioterapia pélvica ou cirurgias ovarianas) ou, na maioria dos casos, idiopáticas.

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