Insuficiência Ovariana Prematura: Critérios Diagnósticos Febrasgo

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022

Enunciado

Feminino, 32 anos, nuligesta, foi diagnosticada há 6 meses com Insuficiência Ovariana Prematura (IOP). Ela é caracterizada pela perda  da função ovariana antes dos 40 anos e pode impactar, negativamente, no planejamento familiar do casal. Reconhecer o quadro clínico e realizar o diagnóstico precocemente permitem intervenção e tratamento precoces. Segundo as recomendações atuais da Febrasgo (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia 2020.2), o diagnóstico de IOP pode ser firmado através de:

Alternativas

  1. A) 2 dosagens de FSH > 25mUI/ml, com intervalo entre as coletas de pelo menos 4 semanas.
  2. B) 3 Coletas seriadas de FSH, com intervalos de 0, 3 e 7 dias. A presença de 2 valores de FSH>25mUI/ml confirmam o diagnóstico.
  3. C) 2 dosagens de FSH < 25mUI/ml, com intervalo entre as coletas de pelo menos 4 semanas.
  4. D) 3 Coletas seriadas de FSH, com intervalos de 0, 3 e 7 dias. A presença de 2 valores de FSH<15mUI/ml confirmam o diagnóstico.
  5. E) 3 Coletas seriadas de FSH<15mUI/ml, com intervalos de 0, 3 e 7 dias, confirmam o diagnóstico.

Pérola Clínica

IOP = 2 dosagens FSH > 25mUI/ml com intervalo ≥ 4 semanas.

Resumo-Chave

O diagnóstico de Insuficiência Ovariana Prematura (IOP) é clínico e laboratorial. A elevação do FSH acima de um determinado limiar em duas ocasiões distintas, com intervalo adequado, reflete a falência da função ovariana e a perda da retroalimentação negativa.

Contexto Educacional

A Insuficiência Ovariana Prematura (IOP), também conhecida como falência ovariana precoce, é caracterizada pela perda da função ovariana antes dos 40 anos de idade. Afeta aproximadamente 1% das mulheres e tem um impacto significativo na saúde reprodutiva e geral, incluindo infertilidade e aumento do risco de doenças crônicas. O reconhecimento precoce é fundamental para o manejo adequado e para minimizar suas consequências. O diagnóstico da IOP é estabelecido com base em critérios clínicos e laboratoriais. A amenorreia por pelo menos 4 a 6 meses, associada a duas dosagens de FSH (Hormônio Folículo Estimulante) acima de 25 mUI/mL (ou 40 mUI/mL, dependendo da referência, mas a questão foca em 25 mUI/mL conforme Febrasgo 2020.2), coletadas com um intervalo mínimo de 4 semanas, são os pilares diagnósticos. A elevação do FSH reflete a falência ovariana em produzir estrogênio, levando à perda do feedback negativo hipotalâmico-hipofisário. O tratamento da IOP visa principalmente a reposição hormonal para mitigar os sintomas da deficiência estrogênica e prevenir complicações a longo prazo, como osteoporose e doenças cardiovasculares. O aconselhamento sobre fertilidade e opções reprodutivas, como doação de óvulos, é essencial. O acompanhamento regular é necessário para monitorar a saúde óssea e cardiovascular, além de abordar o impacto psicossocial da condição.

Perguntas Frequentes

Quais os principais sintomas da Insuficiência Ovariana Prematura (IOP)?

Os principais sintomas da IOP incluem amenorreia (ausência de menstruação), irregularidades menstruais, fogachos, secura vaginal e dificuldade para engravidar, mimetizando sintomas da menopausa.

Por que o FSH é elevado na Insuficiência Ovariana Prematura?

O FSH (Hormônio Folículo Estimulante) é elevado na IOP devido à falência ovariana. Os ovários não produzem estrogênio suficiente, o que remove o feedback negativo sobre a hipófise, resultando em aumento da secreção de FSH.

Qual a importância do diagnóstico precoce da Insuficiência Ovariana Prematura?

O diagnóstico precoce da IOP é crucial para permitir o aconselhamento reprodutivo, discutir opções de preservação da fertilidade (se aplicável) e iniciar terapia de reposição hormonal para prevenir complicações a longo prazo, como osteoporose e doenças cardiovasculares.

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