PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2023
Adelina tem 32 anos e há 2 anos não tem mais menstruação. Ela contou que teve a menarca com 14 anos, nunca engravidou a despeito de jamais ter evitado filhos. Aos 29 anos, notou as menstruações com intervalos maiores e duração menor. Teve a última menstruação com 30 anos e, desde então, tem notado dificuldade para manter a atividade sexual tanto porque não apresenta mais desejo sexual, quanto porque sua vagina está muito seca, o que produz dor na penetração. Tem importantes ondas de calor e sente-se muito deprimida. Com base no breve resumo clínico apresentado assinale a alternativa CORRETAentre as abaixo relacionadas:
IOP = Amenorreia < 40 anos + FSH ↑ + Estradiol ↓ (confirmar em 2 dosagens com intervalo).
A Insuficiência Ovariana Prematura (IOP) é caracterizada pela perda da função ovariana antes dos 40 anos, manifestando-se com amenorreia e sintomas de deficiência estrogênica. O diagnóstico é confirmado por duas dosagens de FSH elevadas (geralmente > 25-40 mUI/mL) e níveis baixos de estradiol, coletadas com intervalo de 4 a 6 semanas.
A Insuficiência Ovariana Prematura (IOP), também conhecida como Falência Ovariana Prematura (FOP), é uma condição clínica caracterizada pela perda da função ovariana antes dos 40 anos de idade. Afeta cerca de 1% das mulheres e é uma causa importante de infertilidade e morbidade a longo prazo, devido à deficiência estrogênica precoce. A fisiopatologia da IOP envolve a depleção ou disfunção dos folículos ovarianos, resultando em baixos níveis de estrogênio e consequente elevação compensatória das gonadotrofinas hipofisárias (FSH e LH). O diagnóstico é clínico, com amenorreia por pelo menos 4-6 meses, e laboratorial, com duas dosagens de FSH elevadas (>25-40 mUI/mL) e estradiol baixo, coletadas com intervalo de 4 a 6 semanas. A ultrassonografia ovariana pode mostrar ovários de volume reduzido, mas não é critério diagnóstico principal. O tratamento da IOP visa principalmente a reposição hormonal para aliviar os sintomas da deficiência estrogênica e prevenir complicações a longo prazo, como osteoporose e doenças cardiovasculares. A terapia de reposição hormonal (TRH) é geralmente recomendada até a idade média da menopausa natural (cerca de 50-51 anos). O aconselhamento sobre fertilidade e suporte psicológico são componentes essenciais do manejo.
Os principais sintomas da IOP incluem amenorreia (ausência de menstruação por mais de 6 meses antes dos 40 anos), ondas de calor, secura vaginal, diminuição da libido, alterações de humor e dificuldade para engravidar.
O diagnóstico laboratorial da IOP é feito pela detecção de níveis elevados de FSH (geralmente > 25-40 mUI/mL) e níveis baixos de estradiol, confirmados em duas dosagens realizadas com um intervalo de 4 a 6 semanas.
As complicações da IOP incluem osteoporose (devido à deficiência estrogênica), aumento do risco cardiovascular, infertilidade, disfunção sexual e impactos psicossociais como depressão e ansiedade.
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