SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
Paciente de 38 anos de idade compareceu à consulta, com relato de última menstruação há cinco meses (amenorreia secundária). O exame laboratorial inicial evidenciou dosagem do hormônio folículo estimulante (FSH) elevado e prolactina normal. O diagnóstico provável é:
Mulher <40 anos com amenorreia secundária + FSH elevado + Prolactina normal → Insuficiência Ovariana Prematura (IOP).
A Insuficiência Ovariana Prematura (IOP) é definida pela perda da função ovariana antes dos 40 anos, manifestando-se com amenorreia, sintomas de deficiência estrogênica e níveis elevados de FSH, refletindo a falha ovariana em responder ao estímulo hipofisário.
A Insuficiência Ovariana Prematura (IOP), também conhecida como falência ovariana precoce, é uma condição que afeta mulheres com menos de 40 anos, caracterizada pela perda da função ovariana. É um diagnóstico importante na ginecologia e endocrinologia, com implicações significativas para a saúde reprodutiva e geral da paciente. A apresentação clássica inclui amenorreia secundária, sintomas de deficiência estrogênica (fogachos, secura vaginal) e, laboratorialmente, níveis elevados de FSH e baixos de estrogênio. A fisiopatologia da IOP envolve a depleção ou disfunção dos folículos ovarianos. Quando os ovários falham em produzir estrogênio e inibina, o feedback negativo para a hipófise é perdido, resultando em um aumento compensatório na secreção de FSH e LH. A dosagem de FSH elevado (>25-40 mUI/mL em duas ocasiões com 4 semanas de intervalo) em uma mulher com amenorreia secundária e menos de 40 anos, com prolactina normal, é o pilar diagnóstico. O manejo da IOP envolve a reposição hormonal para mitigar os sintomas da deficiência estrogênica e prevenir complicações a longo prazo, como osteoporose e doenças cardiovasculares. Além disso, a discussão sobre fertilidade e opções reprodutivas é fundamental. É crucial diferenciar a IOP de outras causas de amenorreia, como síndrome de ovários policísticos (onde o FSH é normal ou baixo) ou hiperprolactinemia (onde a prolactina estaria elevada), para garantir o tratamento adequado.
A IOP é diagnosticada em mulheres com menos de 40 anos que apresentam amenorreia por pelo menos 4 meses e dois exames de FSH em níveis menopáusicos (geralmente > 25-40 mUI/mL) com intervalo de 4 semanas.
O FSH está elevado porque os ovários não estão respondendo adequadamente ao estímulo da hipófise, ou seja, não estão produzindo estrogênio suficiente. A ausência de feedback negativo do estrogênio resulta em um aumento compensatório na secreção de FSH pela hipófise.
As causas podem ser genéticas (ex: Síndrome de Turner, pré-mutação do X frágil), autoimunes (ex: associada a tireoidite autoimune), iatrogênicas (quimioterapia, radioterapia, cirurgia ovariana) ou idiopáticas, que são a maioria dos casos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo