UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2020
Em relação à Insuficiência Ovariana Precoce (IPO), conhecida anteriormente como falência ovariana prematura, ou popularmente denominada menopausa precoce, é correto afirmar:
Diagnóstico IPO: Amenorreia/oligomenorreia > 4 meses + FSH > 25 UI/L em 2 medidas (4 semanas).
A Insuficiência Ovariana Precoce (IPO) é diagnosticada pela presença de amenorreia ou oligomenorreia por pelo menos 4 meses, em mulheres com menos de 40 anos, associada a níveis elevados de FSH (geralmente > 25 UI/L ou > 40 UI/L, dependendo da referência) em duas dosagens com intervalo de 4 semanas.
A Insuficiência Ovariana Precoce (IPO), também conhecida como Falência Ovariana Prematura (FOP) ou menopausa precoce, é uma condição caracterizada pela perda da função ovariana antes dos 40 anos de idade. Afeta cerca de 1% das mulheres e tem um impacto significativo na qualidade de vida, fertilidade e saúde óssea e cardiovascular. Seu reconhecimento precoce é fundamental para o manejo adequado. A fisiopatologia da IPO envolve a depleção ou disfunção dos folículos ovarianos, resultando em baixos níveis de estrogênio e, consequentemente, em um feedback negativo reduzido no eixo hipotálamo-hipófise, levando a níveis elevados de gonadotrofinas (FSH e LH). O diagnóstico é clínico e laboratorial. Clinicamente, a paciente apresenta amenorreia ou oligomenorreia por pelo menos 4 meses. Laboratorialmente, são encontrados níveis elevados de FSH (geralmente acima de 25 UI/L ou 40 UI/L, dependendo da referência) e baixos de estradiol, confirmados em duas amostras coletadas com intervalo de 4 semanas. O tratamento da IPO visa principalmente a reposição hormonal para aliviar os sintomas da deficiência estrogênica e prevenir complicações a longo prazo, como osteoporose e doenças cardiovasculares. A questão da fertilidade é complexa e muitas vezes requer técnicas de reprodução assistida. É importante investigar a etiologia da IPO, que pode ser idiopática, genética, autoimune, iatrogênica (quimioterapia, radioterapia, cirurgia) ou infecciosa.
Os principais sintomas incluem amenorreia ou oligomenorreia, infertilidade, e sintomas vasomotores como ondas de calor, suores noturnos, além de atrofia urogenital e alterações de humor.
A dosagem de FSH (hormônio folículo-estimulante) e estradiol são cruciais. Níveis elevados de FSH e baixos de estradiol são característicos, confirmando o hipergonadismo hipergonadotrófico.
Embora haja variações, um FSH acima de 25 UI/L (ou > 40 UI/L em algumas diretrizes) em duas medidas com intervalo de 4 semanas, associado à amenorreia/oligomenorreia por pelo menos 4 meses em mulheres < 40 anos, é diagnóstico.
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