HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2023
Mulher, 38 anos, vem em consulta pois há 6 meses vem apresentando ondas de calor que estão atrapalhando suas atividades habituais. Refere data da última menstruação há 4 meses e que está se sentindo muito desanimada nos últimos tempos. Excluída a possibilidade de gestação, de acordo com a principal hipótese diagnóstica para esse caso, quais são os exames pertinentes para investigação?
Mulher <40 anos com amenorreia e sintomas vasomotores → Insuficiência Ovariana Precoce = Investigar FSH, TSH, Prolactina.
O quadro de ondas de calor, amenorreia (última menstruação há 4 meses) e desânimo em uma mulher de 38 anos, com gestação excluída, sugere uma disfunção hormonal que pode ser insuficiência ovariana precoce (menopausa precoce) ou outras causas de amenorreia secundária. A investigação inicial deve incluir FSH (para avaliar função ovariana), TSH (para descartar disfunção tireoidiana, que pode mimetizar sintomas) e Prolactina (para descartar hiperprolactinemia).
A insuficiência ovariana precoce (IOP), também conhecida como menopausa precoce, é definida pela perda da função ovariana antes dos 40 anos de idade. É uma condição que afeta cerca de 1% das mulheres e é clinicamente importante devido às suas implicações na fertilidade, saúde óssea e cardiovascular, além do impacto na qualidade de vida. O quadro clínico, como o apresentado, com ondas de calor e amenorreia em uma mulher jovem, é altamente sugestivo. A fisiopatologia da IOP é variada, podendo ser idiopática, genética, autoimune, iatrogênica (quimioterapia, radioterapia, cirurgia) ou infecciosa. O diagnóstico é estabelecido pela presença de amenorreia por pelo menos 4 meses e níveis elevados de FSH (geralmente > 25-40 mUI/mL) em duas ocasiões, com intervalo de 4-6 semanas. A investigação diagnóstica deve ser abrangente para excluir outras causas de amenorreia e sintomas. A dosagem de FSH é crucial para avaliar a reserva ovariana. O TSH é fundamental para descartar disfunção tireoidiana, que pode mimetizar sintomas como fadiga e alterações de humor, e a Prolactina para excluir hiperprolactinemia, uma causa comum de amenorreia. Uma vez diagnosticada a IOP, o tratamento envolve a terapia de reposição hormonal para aliviar os sintomas e prevenir complicações a longo prazo, como osteoporose e doenças cardiovasculares.
Os sintomas incluem amenorreia (ausência de menstruação por mais de 4 meses), ondas de calor (fogachos), secura vaginal, irritabilidade, dificuldade de concentração e diminuição da libido, semelhantes aos da menopausa natural.
O FSH elevado indica falência ovariana. O TSH é dosado para excluir hipotireoidismo, que pode causar sintomas semelhantes. A Prolactina é verificada para descartar hiperprolactinemia, outra causa comum de amenorreia.
A perimenopausa é o período de transição para a menopausa, geralmente após os 40 anos, com irregularidades menstruais e sintomas. A insuficiência ovariana precoce (IOP) é a falência ovariana antes dos 40 anos, com amenorreia e sintomas de deficiência estrogênica.
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