HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2025
Em mulheres com câncer, pode haver menopausa precoce:
Risco de menopausa precoce pós-quimioterapia depende de 3 fatores: reserva ovariana basal (idade), tipo/dose do quimioterápico e duração do tratamento.
A insuficiência ovariana prematura é um efeito adverso significativo do tratamento oncológico. O risco é multifatorial, sendo crucial avaliar a idade da paciente (proxy da reserva ovariana), a gonadotoxicidade do regime proposto (agentes alquilantes são os piores) e a dose cumulativa planejada.
A insuficiência ovariana prematura (IOP), ou menopausa precoce, é uma das sequelas mais impactantes do tratamento oncológico em mulheres em idade reprodutiva. A quimioterapia e a radioterapia pélvica podem danificar os folículos ovarianos, levando à depleção da reserva ovariana e, consequentemente, à infertilidade e aos sintomas do hipoestrogenismo. O risco de desenvolver IOP não é uniforme e depende de uma interação complexa de fatores. O primeiro é a reserva ovariana basal da paciente no início do tratamento; mulheres mais velhas, com uma reserva naturalmente menor, são mais vulneráveis. O segundo é a gonadotoxicidade do tratamento: diferentes agentes quimioterápicos têm potenciais distintos de lesão ovariana, com os agentes alquilantes (ex: ciclofosfamida, procarbazina) sendo os de mais alto risco. O terceiro fator é a dose cumulativa e a duração da exposição a esses agentes. Devido a esse risco, o aconselhamento em oncofertilidade tornou-se um pilar no cuidado de pacientes jovens com câncer. Antes de iniciar o tratamento oncológico, as pacientes devem ser informadas sobre seu risco individual de infertilidade e sobre as opções disponíveis para preservação da fertilidade, como a criopreservação de oócitos ou embriões. Essa abordagem multidisciplinar é essencial para a qualidade de vida da sobrevivente de câncer.
Os três principais fatores são: a reserva ovariana basal da paciente (fortemente correlacionada com a idade), a gonadotoxicidade específica do agente quimioterápico utilizado (agentes alquilantes são os de maior risco) e a dose cumulativa e duração da exposição ao tratamento.
As opções padrão e mais eficazes são o congelamento de óvulos (criopreservação de oócitos) ou de embriões (se a paciente tiver um parceiro). Outras estratégias incluem a supressão ovariana com análogos do GnRH durante a quimioterapia e a criopreservação de tecido ovariano, especialmente para pacientes pré-púberes.
Não. O risco varia drasticamente. Cirurgias que não envolvem os órgãos reprodutivos, muitos agentes quimioterápicos de baixo risco, terapias-alvo e imunoterapia podem ter pouco ou nenhum impacto na fertilidade. O aconselhamento com um especialista em oncofertilidade é fundamental para avaliar o risco individual.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo