UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2015
A principal etiologia da insuficiência mitral é:
A febre reumática é a principal causa de insuficiência mitral crônica em países em desenvolvimento.
Em muitas regiões do mundo, especialmente em países em desenvolvimento, a febre reumática ainda é a principal causa de insuficiência mitral crônica, levando a alterações inflamatórias e fibrose das cúspides valvares e cordoalhas. A degeneração mixomatosa é a causa mais comum em países desenvolvidos.
A insuficiência mitral (IM) é uma valvopatia comum caracterizada pelo fechamento incompleto da valva mitral durante a sístole ventricular, resultando em refluxo de sangue do ventrículo esquerdo para o átrio esquerdo. A etiologia da IM varia significativamente entre diferentes regiões geográficas e níveis de desenvolvimento socioeconômico. Em países em desenvolvimento, como o Brasil, a febre reumática ainda se mantém como a principal causa de IM crônica, um legado da infecção por Streptococcus pyogenes não tratada. A cardite reumática, uma manifestação da febre reumática, provoca inflamação e subsequente fibrose das cúspides da valva mitral e das cordoalhas tendíneas, levando à retração, espessamento e calcificação. Isso impede o fechamento adequado da valva, resultando em regurgitação. Em contraste, em países desenvolvidos, a degeneração mixomatosa da valva mitral (prolapso da valva mitral) é a causa mais prevalente de IM, seguida por causas isquêmicas e endocardite infecciosa. O diagnóstico da insuficiência mitral é feito pela ecocardiografia, que avalia a gravidade do refluxo e as alterações estruturais da valva. O tratamento pode variar desde o acompanhamento clínico em casos leves a moderados até a intervenção cirúrgica (reparo ou troca valvar) em casos graves ou sintomáticos. A prevenção da febre reumática através do tratamento adequado de faringoamigdalites estreptocócicas é crucial para reduzir a incidência de IM reumática.
A febre reumática é uma doença inflamatória que pode afetar o coração, causando cardite reumática. Isso leva à inflamação, fibrose e espessamento das cúspides da valva mitral e das cordoalhas tendíneas, resultando em sua incapacidade de coaptar adequadamente.
Outras causas incluem degeneração mixomatosa (prolapso da valva mitral), endocardite infecciosa, insuficiência mitral isquêmica (devido a disfunção do músculo papilar) e causas congênitas.
Os sintomas podem incluir dispneia de esforço, fadiga, palpitações, tosse e, em casos avançados, sinais de insuficiência cardíaca direita, como edema e hepatomegalia.
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