CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2020
Em relação a insuficiência mitral é CORRETO afirmar.
Insuficiência mitral = refluxo VE para AE na sístole, com sopro holossistólico ou mesotelesistólico, irradiando para axila.
A insuficiência mitral é caracterizada pelo refluxo de sangue do ventrículo esquerdo para o átrio esquerdo durante a sístole ventricular, devido ao fechamento incompleto da valva mitral. Isso gera um sopro característico que pode ser holossistólico (em toda a sístole) ou mesotelesistólico (no meio para o final da sístole).
A insuficiência mitral (IM), também conhecida como regurgitação mitral, é uma valvopatia caracterizada pelo refluxo de sangue do ventrículo esquerdo (VE) para o átrio esquerdo (AE) durante a sístole ventricular. Este refluxo ocorre devido ao fechamento incompleto da valva mitral, que pode ser causado por diversas etiologias, como degeneração mixomatosa, doença reumática, endocardite, cardiomiopatia dilatada ou isquemia miocárdica que afeta o aparelho subvalvar. Clinicamente, o achado mais característico da insuficiência mitral é um sopro cardíaco. Este sopro é tipicamente holossistólico (ocupando toda a sístole) ou mesotelesistólico (iniciando no meio da sístole e se estendendo até o final), de alta frequência, e é melhor audível no foco mitral (ápice cardíaco), com irradiação clássica para a axila esquerda. A intensidade do sopro não se correlaciona diretamente com a gravidade da regurgitação, mas sua presença é um sinal importante. O diagnóstico é confirmado por ecocardiograma, que avalia a gravidade do refluxo e a função ventricular. O tratamento pode variar desde o manejo clínico com medicamentos para reduzir a pré e pós-carga, até a intervenção cirúrgica (reparo ou troca valvar) em casos de IM grave sintomática ou assintomática com disfunção ventricular progressiva. O entendimento da fisiopatologia e dos achados de ausculta é fundamental para o reconhecimento precoce da condição.
A insuficiência mitral ocorre quando a valva mitral não se fecha completamente durante a sístole ventricular. Isso permite que o sangue retorne do ventrículo esquerdo para o átrio esquerdo, em vez de ser ejetado para a aorta, resultando em sobrecarga de volume no átrio esquerdo e, posteriormente, no ventrículo esquerdo.
O sopro da insuficiência mitral é tipicamente holossistólico (ocorre durante toda a sístole) ou mesotelesistólico (do meio para o final da sístole), de alta frequência, e é mais audível no foco mitral (ápice cardíaco), com irradiação comum para a axila esquerda.
A diferenciação se faz pelo tempo do sopro no ciclo cardíaco e sua irradiação. A insuficiência mitral é um sopro sistólico. Estenose mitral, por exemplo, causa sopro diastólico. A estenose aórtica também é sistólica, mas com irradiação para o pescoço e características diferentes.
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