IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2022
Uma gestante de 31 anos, G3P2, foi encaminhada ao pré-natal de alto risco com 19 semanas. Antecedente pessoal: 2 partos pré-termo com 24 e 27 semanas de gestação. Ultrassonografia obstétrica: colo uterino de 15mm. O diagnóstico e a conduta são:
G3P2 com 2 partos pré-termo + colo 15mm em 19 semanas → Insuficiência Istmocervical; conduta = Cerclagem.
A insuficiência istmocervical é caracterizada pela incapacidade do colo uterino de manter a gestação até o termo, resultando em partos pré-termo recorrentes. A medida do colo uterino via ultrassonografia transvaginal é crucial para o diagnóstico, e a cerclagem é a principal intervenção para prevenir a prematuridade.
A insuficiência istmocervical (IIC) é uma condição na qual o colo uterino se dilata e se esvaece sem contrações uterinas ou dor, levando a perdas gestacionais no segundo trimestre ou partos pré-termo. Sua prevalência é de cerca de 1% na população geral e 8% em gestantes com história de parto pré-termo. É uma causa importante de morbimortalidade perinatal, sendo crucial seu diagnóstico e manejo adequados no pré-natal de alto risco. O diagnóstico da IIC é primariamente clínico, baseado na história obstétrica de partos pré-termo ou abortamentos tardios recorrentes. A ultrassonografia transvaginal para medir o comprimento do colo uterino entre 18 e 24 semanas é um método diagnóstico complementar valioso; um colo < 25mm é considerado curto e aumenta o risco. A fisiopatologia envolve uma deficiência estrutural ou funcional do colo, que pode ser congênita ou adquirida (ex: conização prévia). A conduta principal para a IIC é a cerclagem uterina, um procedimento cirúrgico que reforça o colo do útero. Pode ser realizada profilaticamente (entre 12-14 semanas) em pacientes com história clássica de IIC ou terapeuticamente (até 23-24 semanas) em pacientes com colo curto detectado na ultrassonografia. O uso de progesterona vaginal também pode ser considerado em casos de colo curto sem história de IIC. O prognóstico melhora significativamente com a intervenção adequada.
O diagnóstico é clínico, baseado em história de partos pré-termo recorrentes (geralmente 2 ou mais perdas no segundo trimestre) e/ou achados ultrassonográficos de colo uterino curto (<25mm antes de 24 semanas).
A cerclagem é indicada profilaticamente em gestantes com história de insuficiência istmocervical ou terapeuticamente em casos de colo uterino curto detectado na ultrassonografia antes de 24 semanas.
A ultrassonografia transvaginal é o método padrão-ouro para medir o comprimento do colo uterino, sendo fundamental para o rastreamento e diagnóstico de colo curto em gestantes de risco.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo