SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2019
Primigesta, 22 semanas, refere desconforto abdominal e saída de secreção gelatinosa há uma hora. Nega dor, perda de líquido ou sangramento. Ao exame observa-se colo pérvio para 6 cm, cefálico, em OP. O diagnóstico é de
Dilatação cervical indolor no segundo trimestre, com apresentação fetal baixa e sem contrações, sugere insuficiência istmocervical.
A insuficiência istmocervical é caracterizada pela dilatação cervical indolor e progressiva no segundo trimestre da gestação, levando à exposição das membranas e, frequentemente, ao abortamento tardio ou parto prematuro. A ausência de dor, sangramento ou perda de líquido amniótico, associada à dilatação do colo e apresentação fetal baixa, são achados clássicos que a diferenciam de outras condições.
A insuficiência istmocervical (IIC) é uma condição caracterizada pela incapacidade do colo uterino de manter a gestação até o termo, resultando em dilatação e esvaecimento indolores, geralmente no segundo trimestre, levando a abortamentos tardios ou partos prematuros. A etiologia pode ser congênita ou adquirida, frequentemente associada a traumas cervicais prévios, como conização, dilatações e curetagens, ou partos traumáticos. No caso apresentado, uma primigesta com 22 semanas, que refere desconforto abdominal e saída de secreção gelatinosa (tampão mucoso), sem dor ou sangramento, e que ao exame apresenta colo pérvio para 6 cm com apresentação cefálica baixa, configura um quadro clássico de IIC. O diagnóstico da IIC é primariamente clínico, baseado na história de perdas gestacionais indolores no segundo trimestre e no exame físico que revela dilatação cervical sem atividade uterina. A ultrassonografia transvaginal pode auxiliar na avaliação do comprimento cervical e na identificação de sinais precoces de incompetência. É crucial diferenciar a IIC de outras causas de dilatação cervical no segundo trimestre, como o trabalho de parto prematuro, que geralmente cursa com contrações uterinas dolorosas e alterações cervicais. O manejo da insuficiência istmocervical é desafiador e pode incluir a cerclagem uterina, um procedimento cirúrgico que visa reforçar o colo do útero, geralmente realizado entre 12 e 14 semanas de gestação em casos de história prévia ou achados ultrassonográficos sugestivos. Em situações de dilatação avançada, como a da questão, as opções são limitadas e o prognóstico é desfavorável, frequentemente resultando em perda gestacional. A prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para tentar intervir a tempo.
Os sinais clínicos da insuficiência istmocervical incluem dilatação cervical indolor e progressiva no segundo trimestre da gestação, com possível saída de secreção gelatinosa (tampão mucoso) e apresentação fetal baixa, sem contrações uterinas ou sangramento.
A principal diferença é a presença de contrações uterinas dolorosas no trabalho de parto prematuro, que estão ausentes na insuficiência istmocervical. Na IIC, a dilatação é passiva e indolor, enquanto no trabalho de parto, é ativa e acompanhada de dor.
O tratamento principal para a insuficiência istmocervical é a cerclagem uterina, um procedimento cirúrgico para reforçar o colo, geralmente realizado profilaticamente entre 12 e 14 semanas de gestação em pacientes com histórico ou achados ultrassonográficos sugestivos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo