HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2020
A suspeita de insuficiência istmo cervical deve ser feita quando a paciente tem antecedente de
Insuficiência istmo cervical → suspeita em partos prematuros 2º trimestre (indolores).
A insuficiência istmo cervical é caracterizada pela dilatação indolor do colo uterino, levando a partos prematuros ou abortamentos tardios, tipicamente no segundo trimestre, sem contrações ou sangramento prévio.
A insuficiência istmo cervical, também conhecida como incompetência cervical, é uma condição obstétrica caracterizada pela incapacidade do colo uterino de manter a gestação até o termo devido à sua dilatação prematura e indolor. É uma causa significativa de abortamentos tardios e partos prematuros no segundo trimestre, impactando a saúde materno-infantil. O reconhecimento precoce é crucial para a intervenção adequada. A suspeita clínica de insuficiência istmo cervical deve ser levantada em pacientes com histórico de perdas gestacionais recorrentes, especialmente aquelas que ocorreram no segundo trimestre (geralmente entre 14 e 24 semanas) e foram precedidas por dilatação cervical indolor, sem contrações uterinas perceptíveis ou sangramento. O diagnóstico é retrospectivo, baseado na história clínica, mas pode ser auxiliado pela ultrassonografia transvaginal que mede o comprimento do colo uterino. O manejo da insuficiência istmo cervical frequentemente envolve a cerclagem cervical, um procedimento cirúrgico que consiste na sutura do colo uterino para reforçá-lo e prevenir a dilatação prematura. A cerclagem é geralmente indicada em gestações futuras para pacientes com histórico de perdas devido à condição. Outras medidas incluem repouso e acompanhamento rigoroso, visando prolongar a gestação e melhorar o prognóstico neonatal.
A principal suspeita surge em pacientes com histórico de partos prematuros ou abortamentos tardios (geralmente entre 14 e 24 semanas) que ocorrem de forma indolor e sem contrações uterinas significativas.
Diferencia-se pela dilatação cervical progressiva e indolor, sem atividade uterina ou sangramento, contrastando com partos prematuros por contrações ou infecções que geralmente apresentam sintomas.
O tratamento principal é a cerclagem cervical, um procedimento cirúrgico que reforça o colo uterino, geralmente realizado entre 12 e 14 semanas de gestação em pacientes de alto risco.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo