UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2020
Assinale a assertiva correta sobre insuficiência hepática aguda.
Insuficiência hepática aguda = icterícia + encefalopatia em paciente sem doença hepática crônica prévia.
A insuficiência hepática aguda é uma condição grave caracterizada por disfunção hepática rápida em indivíduos previamente saudáveis. A presença de icterícia e encefalopatia hepática, sem história de doença hepática crônica, é crucial para o diagnóstico e diferenciação de outras condições hepáticas.
A insuficiência hepática aguda (IHA) é uma síndrome rara, mas grave, caracterizada por disfunção hepática rápida, com icterícia e coagulopatia, e desenvolvimento de encefalopatia hepática em menos de 26 semanas em pacientes sem doença hepática prévia. Sua etiologia é variada, incluindo hepatites virais (A, B, E), hepatotoxicidade por drogas (paracetamol é a causa mais comum no Ocidente) e causas autoimunes. É uma emergência médica com alta mortalidade. O diagnóstico da IHA é clínico e laboratorial, baseando-se na presença de icterícia, coagulopatia (INR ≥ 1,5) e encefalopatia hepática, na ausência de doença hepática crônica. A monitorização de transaminases, bilirrubinas e tempo de protrombina é fundamental. A queda das transaminases, na presença de piora da função sintética (aumento de bilirrubinas e TP), pode indicar um mau prognóstico devido à exaustão hepatocelular. O tratamento da IHA é de suporte intensivo, visando prevenir e manejar as complicações como edema cerebral, infecções e insuficiência renal. O transplante hepático é a única terapia curativa para muitos casos e a indicação deve ser avaliada precocemente. A identificação da etiologia é crucial para tratamentos específicos, como N-acetilcisteína para intoxicação por paracetamol.
Os principais sinais são icterícia e encefalopatia hepática, que se desenvolvem rapidamente em pacientes sem doença hepática crônica prévia.
A ausência de doença hepática crônica é um critério essencial para diferenciar a insuficiência hepática aguda da descompensação de uma doença hepática crônica, que possui prognóstico e manejo distintos.
A diminuição das transaminases pode indicar a exaustão dos hepatócitos e não necessariamente melhora, especialmente se houver piora da função sintética hepática (aumento de bilirrubinas e TP).
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