HASP - Hospital Adventista de São Paulo — Prova 2023
Mulher, 16 anos, previamente hígida, há 1 semana com dor em hipocôndrio direito, náuseas e icterícia. Há um dia desorientação têmporo-espacial e letargia. Ao exame clínico encontra-se com ictérica +3/+4 e flapping positivo. A conduta inicial é:
Icterícia + dor HD + náuseas + encefalopatia hepática (flapping) = Insuficiência Hepática Aguda → UTI + investigação coagulopatia e etiologia.
O quadro de icterícia, dor em hipocôndrio direito, náuseas e, principalmente, o desenvolvimento rápido de encefalopatia hepática (desorientação, letargia, flapping) em uma paciente previamente hígida sugere insuficiência hepática aguda, uma emergência médica que requer internação imediata em UTI e investigação agressiva.
A insuficiência hepática aguda (IHA) é uma síndrome rara, mas devastadora, caracterizada por disfunção hepática grave com coagulopatia e encefalopatia hepática em pacientes sem doença hepática preexistente. O caso clínico descreve uma jovem previamente hígida com icterícia, dor em hipocôndrio direito, náuseas e, crucialmente, o rápido desenvolvimento de desorientação e letargia, além de flapping, que são sinais de encefalopatia hepática. Isso configura uma emergência médica. A conduta inicial para um paciente com suspeita de IHA deve ser a internação imediata em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para monitorização rigorosa e suporte de órgãos. Simultaneamente, deve-se iniciar uma investigação agressiva da etiologia da disfunção hepática (que pode incluir hepatites virais, toxicidade por drogas como paracetamol, doenças autoimunes, etc.) e da coagulopatia. A avaliação da coagulopatia é essencial, pois o fígado é o principal produtor de fatores de coagulação, e sua disfunção leva a um aumento do INR e risco de sangramentos. Embora exames como dosagem de enzimas hepáticas, bilirrubinas e coagulograma sejam fundamentais, e a tomografia ou colangiorresonância possam ser úteis para investigar a causa, a prioridade é a estabilização do paciente em UTI e a investigação simultânea da gravidade e etiologia. O transplante hepático é uma opção terapêutica para casos graves que preenchem critérios de mau prognóstico (como os de King's College), mas não é a conduta inicial antes da estabilização e investigação completa.
Os sinais incluem alterações de comportamento, desorientação, letargia, asterixis (flapping), e em estágios avançados, coma. A gravidade é classificada pela escala de West Haven.
O fígado é responsável pela produção de fatores de coagulação. Na insuficiência hepática aguda, a síntese desses fatores é comprometida, levando a coagulopatia e risco aumentado de sangramentos.
O transplante hepático de urgência é indicado para pacientes com insuficiência hepática aguda grave que não respondem ao tratamento clínico e preenchem critérios específicos de mau prognóstico (ex: Critérios de King's College).
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