PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
A Insuficiência Cardíaca (IC) na infância resulta da incapacidade do coração dispor de um retorno venoso adequado e/ou proporcionar débito cardíaco e perfusão sistêmica capazes de manter a demanda metabólica corporal. Em relação a esses quadros na infância, é considerada ERRADA a alternativa:
Milrinona = Inodilatador → Cuidado na hipotensão (risco de choque distributivo associado).
A milrinona é um inodilatador que melhora o débito cardíaco e reduz a pós-carga, mas seu uso é contraindicado como monoterapia em pacientes hipotensos devido ao risco de exacerbar a queda da pressão arterial.
A insuficiência cardíaca (IC) na infância difere da adulta principalmente pela etiologia, sendo dominada por malformações estruturais congênitas. O manejo clínico visa otimizar o débito cardíaco e reduzir a congestão sistêmica e pulmonar. Medicamentos inotrópicos como dobutamina e milrinona são pilares no suporte avançado. A dobutamina atua via receptores beta-1 adrenérgicos, aumentando a frequência cardíaca e o consumo de oxigênio. A milrinona, por não atuar em receptores adrenérgicos, é útil em pacientes cronicamente expostos a catecolaminas (downregulation de receptores). No entanto, sua capacidade de reduzir a pós-carga do ventrículo direito a torna excelente para crises de hipertensão pulmonar, mas exige monitorização rigorosa da pressão arterial sistêmica.
A milrinona é um inibidor da fosfodiesterase III. Ela aumenta os níveis intracelulares de AMP cíclico no miocárdio (aumentando a contratilidade/inotropismo) e na musculatura lisa vascular (causando vasodilatação sistêmica e pulmonar/lusitropismo). Por isso, é classificada como um 'inodilatador'.
Devido ao seu potente efeito vasodilatador periférico, a milrinona pode reduzir significativamente a resistência vascular sistêmica. Em pacientes que já apresentam hipotensão ou choque compensado, isso pode levar a um colapso hemodinâmico se não houver uma reposição volêmica adequada ou o uso associado de um vasoconstritor (como noradrenalina).
As causas mais comuns são as cardiopatias congênitas com hiperfluxo pulmonar (shunts esquerda-direita como CIV, PCA e DSAV). Outras causas importantes incluem cardiopatias obstrutivas do lado esquerdo (coarctação de aorta, estenose aórtica grave) e miocardites agudas.
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