IOVALE - Instituto de Olhos do Vale (SP) — Prova 2021
Lactente de 45 dias de vida apresenta cansaço ao respirar e às mamadas desde os 15 dias de vida, com piora progressiva. EF: desnutrido, apático, taquidispneico, extremidades frias, tempo de enchimento capilar prolongado, pulsos finos e rápidos, FC = 190 bpm, com sopro sistólico ejetivo rude (3+/6+) na borda esternal direita superior, com irradiação para a fúrcula e carótidas, fígado palpável a 5 cm do rebordo costal e edema na região sacral. O tratamento inicial é :
Lactente com IC grave (frio e úmido) + sopro ejetivo + sinais de baixo débito e congestão → Diurético IV + Inotrópico IV.
O lactente apresenta um quadro grave de insuficiência cardíaca descompensada, com sinais de baixo débito (frio) e congestão (úmido). A conduta inicial deve ser agressiva, visando melhorar a perfusão e reduzir a congestão com inotrópicos positivos e diuréticos, ambos por via intravenosa devido à gravidade.
A insuficiência cardíaca (IC) em lactentes é uma condição grave que se manifesta por sinais e sintomas inespecíficos, tornando o diagnóstico um desafio. É frequentemente causada por cardiopatias congênitas, como grandes shunts da esquerda para a direita (ex: CIV, PCA) ou lesões obstrutivas (ex: coarctação da aorta, estenose aórtica grave). A piora progressiva e a presença de sinais de baixo débito e congestão indicam descompensação grave. A fisiopatologia envolve a incapacidade do coração de bombear sangue suficiente para atender às demandas metabólicas do corpo (baixo débito) e/ou o acúmulo de sangue nos pulmões e tecidos periféricos (congestão). O perfil hemodinâmico "frio e úmido" é característico de IC descompensada, com baixo débito (frio: extremidades frias, pulsos finos, TPC prolongado) e congestão (úmido: taquidispneia, hepatomegalia, edema). O sopro sistólico ejetivo rude na borda esternal direita superior com irradiação para a fúrcula e carótidas pode sugerir uma lesão obstrutiva do trato de saída do ventrículo esquerdo ou da aorta, como estenose aórtica ou coarctação. O tratamento inicial visa estabilizar o paciente. Diuréticos intravenosos (ex: furosemida) são essenciais para reduzir a congestão e a pré-carga. Inotrópicos positivos intravenosos (ex: dopamina, dobutamina, milrinona) são indicados para melhorar a contratilidade miocárdica e o débito cardíaco, combatendo o estado de baixo débito. A via intravenosa é preferencial em pacientes graves para garantir absorção e efeito rápidos.
Os sinais incluem taquidispneia, dificuldade para mamar, baixo ganho ponderal, sudorese excessiva, taquicardia, hepatomegalia, edema e, em casos graves, sinais de baixo débito como extremidades frias e tempo de enchimento capilar prolongado.
"Frio" indica baixo débito cardíaco, com má perfusão periférica (extremidades frias, pulsos finos, TPC prolongado). "Úmido" indica congestão, com sinais como taquidispneia, hepatomegalia e edema. Este perfil sugere IC grave e descompensada.
Diuréticos (como furosemida) reduzem a pré-carga e aliviam a congestão pulmonar e sistêmica. Inotrópicos positivos (como dopamina, dobutamina ou milrinona) aumentam a contratilidade miocárdica e o débito cardíaco, melhorando a perfusão. Ambos são cruciais em casos graves.
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