PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2024
Paciente, 75 anos de idade, sexo masculino, história prévia de infarto anterior extenso e quadro clínico atual compatível com insuficiência cardíaca de classe funcional III. (NYHA). O eletrocardiograma de 12 derivações revela a presença de bloqueio do ramo esquerdo, com duração do QRS igual a 160 ms, e o ecocardiograma transtorácico mostra uma fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 28%.Em ensaios clínicos randomizados de alto nível de evidência científica, quais as classes de fármacos demonstraram significativa probabilidade de redução da mortalidade para o paciente em questão?
ICFEr (FEVE < 40%) com sintomas → IECA/BRA, betabloqueador e antagonista da aldosterona são pilares para reduzir mortalidade.
Para pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) e sintomas, as classes de fármacos que comprovadamente reduzem mortalidade em ensaios clínicos são os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA), betabloqueadores e antagonistas dos receptores da aldosterona.
A insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr), definida por uma fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) < 40%, é uma síndrome clínica complexa e progressiva que afeta milhões de pessoas globalmente. Caracteriza-se pela incapacidade do coração de bombear sangue adequadamente para atender às demandas metabólicas do corpo. A etiologia é variada, incluindo doença coronariana, hipertensão e cardiomiopatias, e sua prevalência aumenta com a idade. O diagnóstico baseia-se em sintomas (dispneia, fadiga, edema), sinais (estertores pulmonares, turgência jugular), exames laboratoriais (BNP/NT-proBNP elevados) e, crucialmente, ecocardiograma para avaliar a FEVE. O paciente descrito, com infarto prévio, classe funcional III e BRE com QRS alargado, é um perfil clássico de ICFEr avançada, que se beneficia de terapias específicas. O tratamento da ICFEr evoluiu significativamente, com foco na redução da mortalidade e melhora da qualidade de vida. As quatro classes de medicamentos que comprovadamente reduzem a mortalidade são: inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA) ou inibidores da neprilisina e do receptor da angiotensina (ARNI), betabloqueadores, antagonistas dos receptores da aldosterona (ARA) e inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (iSGLT2). A terapia de ressincronização cardíaca (TRC) também é uma opção para pacientes selecionados com QRS largo.
As classes fundamentais são os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA) ou inibidores da neprilisina e do receptor da angiotensina (ARNI), betabloqueadores, antagonistas dos receptores da aldosterona (ARA) e inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (iSGLT2).
IECA/BRA reduzem a pré e pós-carga e remodelamento cardíaco. Betabloqueadores diminuem a frequência cardíaca, melhoram a função diastólica e reduzem a ativação simpática. ARA bloqueiam os efeitos deletérios da aldosterona, como fibrose e retenção de sódio.
A TRC é indicada em pacientes com ICFEr (FEVE ≤ 35%), ritmo sinusal, sintomas de IC (NYHA II-IV) e QRS largo (≥ 150 ms com morfologia de BRE ou ≥ 130 ms com BRE e evidência de dissincronia), para melhorar sintomas e reduzir mortalidade.
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