Manejo da Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida

UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2025

Enunciado

Em relação às medidas no manejo dos pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, julgue as alternativas abaixo:I. O controle do peso deve ser realizado com frequência. Aumento progressivo do peso pode ser preditivo de congestão e retenção hídrica;II. Pacientes devem receber vacinação anual contra gripe (Influenzae) e de três em três anos para Pneumococo;III. Os inibidores de SGLT-2 são medicações que impactam na mortalidade, devendo ser utilizados em associação às demais medicações;IV. Diuréticos podem ser utilizados para melhora de sintomas e da tolerância ao exercício;V. O uso do Sacubitril/ Valsartan está indicado nos pacientes que se mantém sintomáticos, apesar do uso otimizado de iECA, beta-bloqueador e aldosterona;  Quais são as alternativas corretas?

Alternativas

  1. A) I, II, IV, V.
  2. B) I, II, III, V.
  3. C) I, III, V.
  4. D) I, III, IV, V.
  5. E) I, II, III, IV, V

Pérola Clínica

Manejo ICFER = Controle peso, vacinação, iSGLT2, diuréticos para sintomas, Sacubitril/Valsartan para sintomáticos otimizados.

Resumo-Chave

O manejo da Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida (ICFER) é multifacetado, incluindo monitoramento rigoroso do peso para detectar retenção hídrica, vacinação para prevenir infecções, e uma terapia medicamentosa otimizada que agora inclui inibidores de SGLT-2 e Sacubitril/Valsartan, além dos pilares iECA/BRA, betabloqueadores e antagonistas do receptor de mineralocorticoide.

Contexto Educacional

A Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida (ICFER) é uma síndrome clínica complexa que exige um manejo abrangente para melhorar a qualidade de vida, reduzir hospitalizações e prolongar a sobrevida. O controle do peso é uma medida não farmacológica fundamental, pois flutuações podem indicar retenção hídrica e descompensação. A vacinação anual contra Influenza e a vacinação contra Pneumococo (conforme esquema recomendado) são essenciais para prevenir infecções que podem descompensar a IC. A terapia medicamentosa da ICFER evoluiu significativamente. Os inibidores de SGLT-2 (dapagliflozina, empagliflozina) são uma classe de medicamentos que demonstraram impacto positivo na mortalidade e hospitalizações por IC, sendo recomendados em associação às demais medicações, independentemente da presença de diabetes. Os diuréticos são pilares para o controle sintomático da congestão e melhora da tolerância ao exercício, mas não alteram a mortalidade. O Sacubitril/Valsartan, um inibidor da neprilisina e bloqueador do receptor de angiotensina, é uma medicação de alto impacto na mortalidade e morbidade. Sua indicação é para pacientes que permanecem sintomáticos (NYHA classe II-IV) apesar do uso otimizado de iECA (ou BRA), betabloqueador e antagonista do receptor de mineralocorticoide, ou como primeira linha em substituição ao iECA em pacientes tolerantes. A combinação dessas terapias forma a "terapia quádrupla" que é o padrão ouro atual para o tratamento da ICFER.

Perguntas Frequentes

Qual a importância do controle de peso em pacientes com ICFER?

O controle de peso diário é crucial para pacientes com ICFER, pois um aumento progressivo pode indicar retenção hídrica e congestão, sendo um sinal precoce de descompensação e necessidade de ajuste diurético.

Quais são as principais classes de medicamentos que impactam a mortalidade na ICFER?

As principais classes são: inibidores da enzima conversora de angiotensina (iECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA), betabloqueadores, antagonistas do receptor de mineralocorticoide (ARM), inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (iSGLT-2) e o inibidor da neprilisina/bloqueador do receptor de angiotensina (Sacubitril/Valsartan).

Quando o Sacubitril/Valsartan é indicado na ICFER?

O Sacubitril/Valsartan é indicado para pacientes com ICFER que permanecem sintomáticos (NYHA classe II-IV) apesar do tratamento otimizado com iECA/BRA, betabloqueador e antagonista do receptor de mineralocorticoide, ou como substituição do iECA em pacientes tolerantes.

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