Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2020
Em relação à terapia medicamentosa para insuficiência cardíaca crônica com fração de ejeção reduzida, assinale a alternativa incorreta.
ICFER: Espironolactona e Sacubitril/Valsartana comprovadamente ↓ mortalidade.
Na insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER), a espironolactona e a associação sacubitril/valsartana são pilares do tratamento, com evidências robustas de redução de mortalidade. A ivabradina é uma opção para controle de frequência cardíaca em pacientes selecionados, e os digitálicos melhoram sintomas sem impacto na mortalidade.
A insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER) é uma síndrome clínica complexa que requer uma abordagem terapêutica multifacetada para melhorar a qualidade de vida e, crucialmente, reduzir a morbimortalidade. O tratamento medicamentoso evoluiu significativamente, com a introdução de novas classes de fármacos que alteram o curso da doença. Os pilares da terapia para ICFER incluem betabloqueadores, inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA), e antagonistas do receptor de mineralocorticoide (ARM), como a espironolactona. A espironolactona, em particular, demonstrou reduzir a mortalidade em pacientes com ICFER e sintomas moderados a graves (NYHA classe II-IV), devido aos seus efeitos na reversão da fibrose miocárdica e na modulação neuro-hormonal. Recentemente, a associação sacubitril/valsartana (inibidor do receptor de angiotensina-neprilisina - ARNI) e os inibidores do SGLT2 (dapagliflozina, empagliflozina) também se estabeleceram como terapias que reduzem significativamente a mortalidade e hospitalizações. A ivabradina é uma opção para pacientes com ICFER em ritmo sinusal, frequência cardíaca elevada (>70 bpm) e que permanecem sintomáticos apesar da otimização do betabloqueador. Os digitálicos, como a digoxina, são usados para controle sintomático e redução de hospitalizações, mas não têm impacto na mortalidade. É vital que residentes compreendam o papel de cada classe de medicamento e suas evidências de benefício na mortalidade para otimizar o tratamento da ICFER.
Os medicamentos que comprovadamente reduzem a mortalidade na ICFER incluem betabloqueadores, inibidores da ECA/BRA, antagonistas do receptor de mineralocorticoide (como a espironolactona), inibidores do receptor de angiotensina-neprilisina (sacubitril/valsartana) e inibidores do SGLT2.
A ivabradina é indicada em pacientes com ICFER, ritmo sinusal, frequência cardíaca ≥ 70 bpm, que permanecem sintomáticos apesar da dose máxima tolerada de betabloqueadores ou que têm contraindicação a eles.
Os digitálicos (como a digoxina) são utilizados para melhorar os sintomas e reduzir hospitalizações em pacientes com ICFER, especialmente aqueles com fibrilação atrial e resposta ventricular rápida, mas não demonstraram redução da mortalidade.
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