SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2024
Mulher, 68 anos, hipertensa, vem à consulta ambulatorial de rotina e refere queixa de cansaço progressivo aos médios esforços, que a faz acordar à noite e ter que dormir com três travesseiros. Refere também inchaço nos pés. Faz uso de anlodipino 5 mg/dia. Ao exame, encontra-se eupneica, pressão arterial de 145 x 95 mmHg, frequência cardíaca de 70 bpm, edema de membros inferiores 2+/4+, auscultas cardíacas e pulmonar e exame abdominal sem alterações. Traz ecocardiograma com fração de ejeção reduzida. Considerando o contexto, qual o tratamento mais recomendado visando otimizar o controle da pressão arterial?
ICFEr + Hipertensão → Otimizar com betabloqueador (carvedilol), BRA (losartana) e antagonista mineralocorticoide (espironolactona).
A paciente apresenta sintomas de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) e hipertensão não controlada. O tratamento ideal para ICFEr envolve a terapia tripla com um betabloqueador (como carvedilol), um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueador do receptor de angiotensina (BRA) (como losartana) e um antagonista do receptor mineralocorticoide (como espironolactona). O anlodipino, um bloqueador de canal de cálcio, não é a primeira linha para ICFEr e pode ser substituído por drogas com benefício comprovado na mortalidade.
A insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) é uma síndrome clínica complexa caracterizada por sintomas de dispneia, fadiga e edema, resultantes de uma disfunção ventricular esquerda que impede o coração de bombear sangue adequadamente. A hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento e progressão da ICFEr, e seu controle é fundamental no manejo desses pacientes. O tratamento visa não apenas aliviar os sintomas, mas também reduzir a morbidade e a mortalidade. O tratamento farmacológico da ICFEr é baseado em medicamentos que comprovadamente melhoram o prognóstico. A terapia de primeira linha inclui um betabloqueador (como carvedilol, bisoprolol ou metoprolol succinato), um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou um bloqueador do receptor de angiotensina (BRA), e um antagonista do receptor mineralocorticoide (ARM), como a espironolactona. Esses medicamentos atuam em diferentes vias fisiopatológicas, promovendo o remodelamento reverso e a melhora da função cardíaca. No caso da paciente, que já usa anlodipino (um bloqueador de canal de cálcio que não tem benefício comprovado na mortalidade da ICFEr) e apresenta sintomas de descompensação e hipertensão não controlada, a otimização do tratamento envolve a substituição do anlodipino por um esquema que inclua os pilares da terapia da ICFEr. A combinação de carvedilol (betabloqueador), losartana (BRA) e espironolactona (ARM) é a mais adequada para controlar a pressão arterial e, simultaneamente, tratar a insuficiência cardíaca, reduzindo a mortalidade e melhorando a qualidade de vida. Residentes devem dominar essa abordagem para um manejo eficaz da ICFEr.
Os pilares do tratamento da ICFEr incluem um betabloqueador (carvedilol, bisoprolol, metoprolol succinato), um IECA ou BRA (enalapril, losartana) e um antagonista do receptor mineralocorticoide (espironolactona, eplerenona).
Embora o anlodipino controle a pressão arterial, ele não oferece os benefícios de redução de mortalidade e morbidade que os betabloqueadores, IECA/BRA e ARMs proporcionam na ICFEr, e pode até reter líquidos em alguns casos.
Carvedilol (betabloqueador) reduz a mortalidade e melhora a função ventricular. Losartana (BRA) bloqueia o sistema renina-angiotensina-aldosterona, reduzindo a pré e pós-carga. Espironolactona (ARM) bloqueia a aldosterona, prevenindo fibrose e remodelamento cardíaco, todos com benefício comprovado.
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