Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada: Causas

UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2020

Enunciado

São causas de insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada:

Alternativas

  1. A) Cardiomiopatia hipertrófica, senectude, sarcoidose
  2. B) Doença de Chagas, insuficiência mitral, comunicação interventricular
  3. C) Amiloidose, Cor pulmonale, insuficiência aórtica
  4. D) Hipertensão arterial sistêmica, cardiomiopatia dilatada isquêmica, anemia crônica
  5. E) Miocardite viral, taquicardiomiopatia, tireotoxicose

Pérola Clínica

ICFER = disfunção diastólica → Cardiomiopatia hipertrófica, senectude, sarcoidose, amiloidose, HAS.

Resumo-Chave

A insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFER) é caracterizada por disfunção diastólica, onde o ventrículo não relaxa adequadamente. Causas comuns incluem cardiomiopatia hipertrófica, envelhecimento (senectude), sarcoidose e amiloidose, além da hipertensão arterial sistêmica.

Contexto Educacional

A insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFER), também conhecida como insuficiência cardíaca diastólica, representa cerca de metade dos casos de insuficiência cardíaca. Caracteriza-se por sintomas típicos de insuficiência cardíaca (dispneia, fadiga, edema) na presença de uma fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) normal ou levemente reduzida (geralmente >50%). A fisiopatologia central envolve a disfunção diastólica, ou seja, a incapacidade do ventrículo esquerdo de relaxar e se encher adequadamente durante a diástole, resultando em pressões de enchimento elevadas. As causas da ICFER são diversas e incluem condições que levam ao remodelamento cardíaco com hipertrofia ventricular e fibrose. A hipertensão arterial sistêmica crônica é a etiologia mais comum. Outras causas importantes são a cardiomiopatia hipertrófica, doenças infiltrativas como amiloidose cardíaca e sarcoidose, estenose aórtica, diabetes mellitus e o próprio processo de envelhecimento (senectude), que naturalmente leva a um enrijecimento do miocárdio. O diagnóstico da ICFER é desafiador e baseia-se na combinação de sintomas, FEVE preservada e evidências objetivas de disfunção diastólica (ecocardiografia, peptídeos natriuréticos elevados). O tratamento é focado no controle das comorbidades e no alívio sintomático, uma vez que não há terapias que alterem a mortalidade de forma tão robusta quanto na ICFER. É um tema de crescente importância na cardiologia e frequente em exames de residência.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFER)?

A ICFER é caracterizada por sintomas de insuficiência cardíaca com uma fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) normal ou minimamente reduzida (>50%), sendo a disfunção diastólica o principal mecanismo fisiopatológico.

Quais são as causas mais comuns de ICFER?

As causas mais comuns de ICFER incluem hipertensão arterial sistêmica de longa data, cardiomiopatia hipertrófica, doenças infiltrativas como amiloidose e sarcoidose, e o processo natural de envelhecimento (senectude).

Como diferenciar ICFER de IC com fração de ejeção reduzida (ICFER)?

A principal diferença está na FEVE: na ICFER, a FEVE é preservada (>50%), enquanto na ICFER, a FEVE é reduzida (<40%). Os mecanismos fisiopatológicos também diferem, sendo a disfunção diastólica predominante na ICFER e a sistólica na ICFER.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo