HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2025
Paciente feminina, 64 anos, com histórico de HAS e DM2, apresenta dispneia aos esforços há 6 meses, que evoluiu para dispneia em repouso nas últimas semanas, sem angina. Ao exame: PA 150/95 mmHg, FC 80 bpm, estertores crepitantes em bases pulmonares e edema de membros inferiores (++/4+). O ecocardiograma revela fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 55%, com hipertrofia ventricular esquerda e disfunção diastólica. Com base no principal diagnóstico da paciente acima, dentre as opções abaixo o medicamento que atualmente tem maior evidência de impacto na redução de mortalidade é:
ICFEP: Inibidores SGLT2 (Dapagliflozina) → redução de mortalidade e hospitalizações.
A insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP) é um desafio terapêutico. Recentemente, os inibidores do SGLT2, como a dapagliflozina, demonstraram evidências robustas de redução de mortalidade e hospitalizações por insuficiência cardíaca em pacientes com ICFEP, tornando-se uma classe medicamentosa fundamental no manejo dessa condição.
A Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada (ICFEP), também conhecida como HFpEF, representa um desafio significativo na cardiologia devido à sua prevalência crescente e à complexidade de seu manejo. Caracterizada por sintomas de insuficiência cardíaca com uma fração de ejeção ventricular esquerda normal ou levemente reduzida (≥ 50%), a ICFEP está frequentemente associada a comorbidades como hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e obesidade, que contribuem para a hipertrofia ventricular esquerda e disfunção diastólica. Historicamente, o tratamento da ICFEP tem sido menos claro em comparação com a insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER), com poucas terapias demonstrando impacto na mortalidade. No entanto, avanços recentes mudaram esse cenário. Os inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (SGLT2), como a dapagliflozina e a empagliflozina, emergiram como uma classe terapêutica revolucionária. Estudos clínicos robustos, como o DELIVER e o EMPEROR-Preserved, demonstraram que esses medicamentos reduzem significativamente o risco de hospitalizações por insuficiência cardíaca e mortalidade cardiovascular em pacientes com ICFEP, independentemente da presença de diabetes. Seu mecanismo de ação multifacetado, que inclui efeitos diuréticos, natriuréticos, metabólicos e renais, os torna pilares no tratamento atual da ICFEP, ao lado do manejo rigoroso das comorbidades.
Atualmente, os inibidores do SGLT2, como a dapagliflozina, são a classe medicamentosa com maior evidência de impacto na redução de mortalidade e hospitalizações em pacientes com ICFEP.
A Dapagliflozina, um inibidor do SGLT2, atua promovendo glicosúria e natriurese, reduzindo a pré-carga e pós-carga, melhorando a função renal e cardíaca, e demonstrando efeitos anti-inflamatórios e antifibróticos.
O diagnóstico de ICFEP inclui sintomas e sinais de insuficiência cardíaca, fração de ejeção do ventrículo esquerdo ≥ 50%, e evidência de disfunção diastólica e/ou pressões de enchimento elevadas.
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