SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2024
Um paciente de 63 anos de idade, com queixa de dispneia leve aos esforços e presença de sinais de congestão ao exame físico, realizou ecocardiograma que evidenciou sinais de remodelamento cardíaco, disfunção diastólica importante e fração de ejeção de ventrículo esquerdo de 61%. Quanto ao diagnóstico e o tratamento desse paciente, assinale a alternativa correta.
ICFEP = FEVE > 50% + sinais de IC + disfunção diastólica. Manejo volêmico com tiazídicos é chave.
O paciente apresenta Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada (ICFEP), caracterizada por sintomas de IC, sinais de congestão, disfunção diastólica e FEVE > 50%. O tratamento foca no manejo dos sintomas e comorbidades, sendo os diuréticos (como tiazídicos) essenciais para controle volêmico.
A Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada (ICFEP) é uma síndrome clínica complexa, responsável por aproximadamente metade dos casos de insuficiência cardíaca. Caracteriza-se por sintomas e sinais de insuficiência cardíaca, mas com uma fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) normal ou levemente reduzida (geralmente > 50%). Sua prevalência aumenta com a idade e está frequentemente associada a comorbidades como hipertensão arterial, diabetes, obesidade e doença renal crônica, que contribuem para o remodelamento cardíaco e a disfunção diastólica. A fisiopatologia da ICFEP envolve principalmente a disfunção diastólica, onde o ventrículo esquerdo tem dificuldade em relaxar e se encher adequadamente, levando a pressões de enchimento elevadas e congestão pulmonar e sistêmica. O diagnóstico é clínico e ecocardiográfico, com a demonstração de disfunção diastólica e FEVE preservada. É crucial diferenciar a ICFEP de outras causas de dispneia, como doenças pulmonares. O tratamento da ICFEP é desafiador, pois, ao contrário da IC com fração de ejeção reduzida (ICFER), não há uma terapia única que comprovadamente reduza a mortalidade. O manejo foca no controle dos sintomas, especialmente a congestão, e no tratamento das comorbidades. Diuréticos, como os tiazídicos, são a base para o controle volêmico e alívio da dispneia e edema. Outras terapias visam controlar a pressão arterial, diabetes e fibrilação atrial, melhorando a qualidade de vida e reduzindo hospitalizações.
A ICFEP é diagnosticada pela presença de sintomas e sinais de insuficiência cardíaca, evidência de disfunção diastólica ou pressões de enchimento elevadas, e uma fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) preservada, geralmente > 50%.
Os diuréticos tiazídicos são fundamentais no tratamento da ICFEP para o manejo da congestão e dos sintomas de dispneia e edema. Eles ajudam a reduzir a pré-carga e aliviar a sobrecarga volêmica, melhorando a qualidade de vida do paciente.
O tratamento da ICFEP difere da ICFER porque, na ICFEP, a disfunção primária é diastólica, não sistólica. As terapias que melhoram a sobrevida na ICFER (como betabloqueadores, IECA/BRA, antagonistas de receptores mineralocorticoides) não demonstraram o mesmo benefício na ICFEP, que foca mais no controle de sintomas e comorbidades.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo