ICFEP: Tratamento e Abordagens Terapêuticas Específicas

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2019

Enunciado

A insuficiência cardíaca com função sistólica de ventrículo esquerdo preservada, ou diastólica, é uma entidade de alta prevalência e o seu tratamento se fundamenta em abordagens específicas, como as abaixo, EXCETO:

Alternativas

  1. A) alívio da retenção hídrica.
  2. B) manutenção da sincronia.
  3. C) utilização de drogas que aumentam o inotropismo cardíaco.
  4. D) tratamento da isquemia do miocárdio quando presente.
  5. E) controle da frequência cardíaca.

Pérola Clínica

ICFEP: tratamento foca em alívio sintomas e comorbidades; inotrópicos positivos são CONTRAINDICADOS.

Resumo-Chave

O tratamento da ICFEP visa principalmente o controle de sintomas (retenção hídrica), manejo de comorbidades (hipertensão, diabetes, fibrilação atrial, isquemia) e otimização da função diastólica. Diferente da IC com FE reduzida, drogas inotrópicas positivas não são benéficas e podem ser prejudiciais.

Contexto Educacional

A insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP), ou insuficiência cardíaca diastólica, é uma síndrome clínica complexa caracterizada por sinais e sintomas de insuficiência cardíaca com fração de ejeção do ventrículo esquerdo ≥ 50%. Sua prevalência tem aumentado, especialmente em idosos e mulheres, e representa cerca de metade dos casos de insuficiência cardíaca, sendo um desafio diagnóstico e terapêutico. A fisiopatologia da ICFEP envolve principalmente disfunção diastólica, com rigidez ventricular e relaxamento prejudicado, levando a pressões de enchimento elevadas. O diagnóstico é clínico, complementado por ecocardiografia para avaliar a função diastólica e descartar outras causas. É fundamental suspeitar de ICFEP em pacientes com dispneia e edema, especialmente na presença de comorbidades como hipertensão, diabetes e obesidade. O tratamento da ICFEP é focado no manejo das comorbidades e no alívio sintomático. Inclui diuréticos para controle da congestão, controle rigoroso da pressão arterial, frequência cardíaca e tratamento da isquemia miocárdica. Diferentemente da IC com FE reduzida, drogas inotrópicas positivas não são indicadas e podem ser prejudiciais, pois não abordam a disfunção diastólica subjacente e podem aumentar o consumo de oxigênio miocárdico.

Perguntas Frequentes

Quais são os pilares do tratamento da insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP)?

Os pilares incluem o alívio da retenção hídrica com diuréticos, controle da frequência cardíaca, tratamento da isquemia miocárdica e manejo rigoroso das comorbidades, como hipertensão e diabetes.

Por que drogas que aumentam o inotropismo cardíaco são contraindicadas na ICFEP?

Na ICFEP, o problema primário é a disfunção diastólica (relaxamento e enchimento ventricular), não a contratilidade. Inotrópicos positivos podem aumentar o consumo de oxigênio miocárdico e piorar a disfunção diastólica, sem benefício clínico.

Como a manutenção da sincronia cardíaca contribui para o manejo da ICFEP?

A manutenção da sincronia cardíaca, especialmente em pacientes com fibrilação atrial, é crucial para otimizar o enchimento ventricular e o débito cardíaco, melhorando os sintomas e a qualidade de vida na ICFEP.

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