SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2019
A insuficiência cardíaca com função sistólica de ventrículo esquerdo preservada, ou diastólica, é uma entidade de alta prevalência e o seu tratamento se fundamenta em abordagens específicas, como as abaixo, EXCETO:
ICFEP: tratamento foca em alívio sintomas e comorbidades; inotrópicos positivos são CONTRAINDICADOS.
O tratamento da ICFEP visa principalmente o controle de sintomas (retenção hídrica), manejo de comorbidades (hipertensão, diabetes, fibrilação atrial, isquemia) e otimização da função diastólica. Diferente da IC com FE reduzida, drogas inotrópicas positivas não são benéficas e podem ser prejudiciais.
A insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP), ou insuficiência cardíaca diastólica, é uma síndrome clínica complexa caracterizada por sinais e sintomas de insuficiência cardíaca com fração de ejeção do ventrículo esquerdo ≥ 50%. Sua prevalência tem aumentado, especialmente em idosos e mulheres, e representa cerca de metade dos casos de insuficiência cardíaca, sendo um desafio diagnóstico e terapêutico. A fisiopatologia da ICFEP envolve principalmente disfunção diastólica, com rigidez ventricular e relaxamento prejudicado, levando a pressões de enchimento elevadas. O diagnóstico é clínico, complementado por ecocardiografia para avaliar a função diastólica e descartar outras causas. É fundamental suspeitar de ICFEP em pacientes com dispneia e edema, especialmente na presença de comorbidades como hipertensão, diabetes e obesidade. O tratamento da ICFEP é focado no manejo das comorbidades e no alívio sintomático. Inclui diuréticos para controle da congestão, controle rigoroso da pressão arterial, frequência cardíaca e tratamento da isquemia miocárdica. Diferentemente da IC com FE reduzida, drogas inotrópicas positivas não são indicadas e podem ser prejudiciais, pois não abordam a disfunção diastólica subjacente e podem aumentar o consumo de oxigênio miocárdico.
Os pilares incluem o alívio da retenção hídrica com diuréticos, controle da frequência cardíaca, tratamento da isquemia miocárdica e manejo rigoroso das comorbidades, como hipertensão e diabetes.
Na ICFEP, o problema primário é a disfunção diastólica (relaxamento e enchimento ventricular), não a contratilidade. Inotrópicos positivos podem aumentar o consumo de oxigênio miocárdico e piorar a disfunção diastólica, sem benefício clínico.
A manutenção da sincronia cardíaca, especialmente em pacientes com fibrilação atrial, é crucial para otimizar o enchimento ventricular e o débito cardíaco, melhorando os sintomas e a qualidade de vida na ICFEP.
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