UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2020
Na população idosa, a Insuficiência Cardíaca (IC) com fração de ejeção preservada já ultrapassa em números absolutos os pacientes com IC com fração de ejeção deprimida. Sobre isso, assinale a alternativa correta.
ICFEP: tratamento foca em comorbidades (HAS, DM, FA, DAC) devido à falta de terapia específica com evidência robusta.
A Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada (ICFEP) é um desafio terapêutico, pois, ao contrário da IC com fração de ejeção reduzida, não há uma terapia medicamentosa única que demonstre benefício consistente na mortalidade ou hospitalizações. O manejo atual se concentra no controle rigoroso das comorbidades associadas, que contribuem significativamente para a fisiopatologia da ICFEP.
A Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada (ICFEP) é uma síndrome clínica complexa, especialmente prevalente na população idosa, onde sua incidência tem superado a da IC com fração de ejeção reduzida. Caracteriza-se por sintomas de insuficiência cardíaca na presença de uma fração de ejeção ventricular esquerda normal ou próxima do normal, refletindo principalmente uma disfunção diastólica. A fisiopatologia da ICFEP é multifatorial, envolvendo rigidez miocárdica, disfunção endotelial, inflamação sistêmica e fibrose, frequentemente impulsionadas por comorbidades como hipertensão arterial, diabetes mellitus, obesidade, doença renal crônica e fibrilação atrial. O diagnóstico exige uma avaliação cuidadosa, incluindo exames de imagem como o ecocardiograma para avaliar a função diastólica e as pressões de enchimento. O tratamento da ICFEP é desafiador, pois, ao contrário da ICFER, não há uma terapia farmacológica única que tenha demonstrado impacto significativo na mortalidade. A abordagem terapêutica atual é focada no controle rigoroso das comorbidades, como o manejo da hipertensão, diabetes, fibrilação atrial e doença coronariana, visando aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente.
As principais comorbidades incluem hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, fibrilação atrial, doença coronariana crônica, obesidade e doença renal crônica, todas contribuindo para a disfunção diastólica e rigidez miocárdica.
O tratamento foca nas comorbidades porque, até o momento, não há uma terapia medicamentosa específica que demonstre benefício consistente na mortalidade ou hospitalizações em grandes ensaios clínicos, como ocorre na IC com fração de ejeção reduzida.
O diagnóstico de ICFEP requer evidência de sinais e sintomas de insuficiência cardíaca, fração de ejeção do ventrículo esquerdo preservada (>50%), e evidência objetiva de disfunção diastólica ou pressões de enchimento elevadas, geralmente por ecocardiograma.
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