ICFEP em Idosos: Manejo e Tratamento das Comorbidades

UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2020

Enunciado

Na população idosa, a Insuficiência Cardíaca (IC) com fração de ejeção preservada já ultrapassa em números absolutos os pacientes com IC com fração de ejeção deprimida. Sobre isso, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) O diagnóstico diferencial entre IC com fração de ejeção reduzida e IC com fração de ejeção preservada não necessita de exame de imagem, pois os achados clínicos são absolutos para diferenciar as síndromes.
  2. B) A restauração e a manutenção do ritmo sinusal em pacientes com FA e IC com fração de ejeção preservada não deve ser tentada, pois não há beneficio na melhora dos sintomas desses pacientes.
  3. C) Os estudos atuais apresentam resultados incon- sistentes para tratamento específico da IC com fração de ejeção preservada, sendo tratamento atual visando à correção de comorbidades como FA, HAS, DM, DAC crônica.
  4. D) A hipotensão arterial pode ser problema importante na população idosa, sendo os diuréticos contraindicados em idosos acima de 75 anos, mesmo com sinais de congestão sistêmica, por alto risco de queda nessa população.
  5. E) Revascularização miocárdica deve ser desenco- rajada naqueles pacientes maiores de 75 anos que fazem edema agudo de pulmão recorrente com isquemia miocárdica comprovada em teste funcional.

Pérola Clínica

ICFEP: tratamento foca em comorbidades (HAS, DM, FA, DAC) devido à falta de terapia específica com evidência robusta.

Resumo-Chave

A Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada (ICFEP) é um desafio terapêutico, pois, ao contrário da IC com fração de ejeção reduzida, não há uma terapia medicamentosa única que demonstre benefício consistente na mortalidade ou hospitalizações. O manejo atual se concentra no controle rigoroso das comorbidades associadas, que contribuem significativamente para a fisiopatologia da ICFEP.

Contexto Educacional

A Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada (ICFEP) é uma síndrome clínica complexa, especialmente prevalente na população idosa, onde sua incidência tem superado a da IC com fração de ejeção reduzida. Caracteriza-se por sintomas de insuficiência cardíaca na presença de uma fração de ejeção ventricular esquerda normal ou próxima do normal, refletindo principalmente uma disfunção diastólica. A fisiopatologia da ICFEP é multifatorial, envolvendo rigidez miocárdica, disfunção endotelial, inflamação sistêmica e fibrose, frequentemente impulsionadas por comorbidades como hipertensão arterial, diabetes mellitus, obesidade, doença renal crônica e fibrilação atrial. O diagnóstico exige uma avaliação cuidadosa, incluindo exames de imagem como o ecocardiograma para avaliar a função diastólica e as pressões de enchimento. O tratamento da ICFEP é desafiador, pois, ao contrário da ICFER, não há uma terapia farmacológica única que tenha demonstrado impacto significativo na mortalidade. A abordagem terapêutica atual é focada no controle rigoroso das comorbidades, como o manejo da hipertensão, diabetes, fibrilação atrial e doença coronariana, visando aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais comorbidades associadas à ICFEP?

As principais comorbidades incluem hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, fibrilação atrial, doença coronariana crônica, obesidade e doença renal crônica, todas contribuindo para a disfunção diastólica e rigidez miocárdica.

Por que o tratamento da ICFEP foca nas comorbidades?

O tratamento foca nas comorbidades porque, até o momento, não há uma terapia medicamentosa específica que demonstre benefício consistente na mortalidade ou hospitalizações em grandes ensaios clínicos, como ocorre na IC com fração de ejeção reduzida.

Como o diagnóstico de ICFEP é estabelecido?

O diagnóstico de ICFEP requer evidência de sinais e sintomas de insuficiência cardíaca, fração de ejeção do ventrículo esquerdo preservada (>50%), e evidência objetiva de disfunção diastólica ou pressões de enchimento elevadas, geralmente por ecocardiograma.

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