UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2015
No Brasil, a principal etiologia de Insuficiência Cardíaca (IC) é:
No Brasil, a principal causa de IC é a cardiopatia isquêmica crônica, seguida pela hipertensão arterial sistêmica.
A doença arterial coronariana, que leva à cardiopatia isquêmica crônica, é a etiologia mais prevalente de IC no Brasil e no mundo ocidental. Fatores de risco como hipertensão, diabetes, dislipidemia e tabagismo contribuem significativamente para sua alta incidência.
A Insuficiência Cardíaca (IC) representa uma síndrome clínica complexa, resultante de qualquer alteração estrutural ou funcional cardíaca que comprometa o enchimento ventricular ou a ejeção de sangue. No Brasil, a epidemiologia da IC tem sido historicamente influenciada por doenças infecciosas como a doença de Chagas e a febre reumática, mas a transição epidemiológica tem consolidado a cardiopatia isquêmica crônica como a principal etiologia, refletindo o aumento da prevalência de fatores de risco cardiovasculares. A fisiopatologia da IC de origem isquêmica envolve a redução do fluxo sanguíneo coronariano, levando à necrose miocárdica (infarto) e/ou isquemia crônica, que resulta em remodelamento ventricular adverso, disfunção contrátil e dilatação das câmaras cardíacas. O diagnóstico baseia-se na história clínica, exame físico, eletrocardiograma, radiografia de tórax e, principalmente, ecocardiograma para avaliar a função ventricular e a etiologia. A suspeita deve ser alta em pacientes com dispneia, fadiga e edema, especialmente na presença de fatores de risco. O tratamento da IC de etiologia isquêmica foca no manejo dos sintomas, prevenção de progressão da doença e redução da mortalidade. Isso inclui otimização da terapia medicamentosa (inibidores da ECA/BRA, betabloqueadores, antagonistas da aldosterona, iSGLT2), controle dos fatores de risco cardiovasculares e, em casos selecionados, revascularização miocárdica (angioplastia ou cirurgia de revascularização) ou dispositivos cardíacos (CDI, ressincronizador). A educação do paciente e a adesão ao tratamento são cruciais para um bom prognóstico.
A principal causa é a cardiopatia isquêmica crônica, seguida pela hipertensão arterial sistêmica. Outras causas importantes incluem cardiopatia chagásica, valvopatias e miocardiopatias.
A isquemia miocárdica crônica causa dano e remodelamento ventricular, levando à disfunção sistólica e/ou diastólica progressiva, resultando em insuficiência cardíaca.
Os principais fatores de risco para a cardiopatia isquêmica crônica incluem hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemia, tabagismo, obesidade e sedentarismo.
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