SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Leia o caso a seguir.Paciente do sexo feminino, 64 anos, ex-tabagista (carga tabágica de 15 maços/ano, parou há 10 anos), portadora de cardiomiopatia chagásica, admitida no pronto-socorro devido à dispneia progressiva nos últimos 3 meses, com piora há 20 dias, atualmente aos pequenos esforços, associada a ortopneia e dispneia paroxística noturna. No exame físico, destacou-se presença de frêmito tóraco-vocal aumentado, submacicez e estertores finos em regiões infraescapulares bilateralmente.De acordo com a medicina baseada em evidências, o quadro clínico descrito acima possui qual provável diagnóstico?
Dispneia, ortopneia, DPN + estertores finos e submacicez → IC esquerda com congestão pulmonar.
A cardiomiopatia chagásica é uma causa comum de insuficiência cardíaca no Brasil, e a disfunção do ventrículo esquerdo leva à congestão pulmonar, manifestada por dispneia aos esforços, ortopneia, DPN e achados pulmonares como estertores finos e submacicez devido ao acúmulo de líquido intersticial e alveolar.
A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa resultante de uma disfunção estrutural ou funcional do enchimento ventricular ou da ejeção de sangue. É uma das principais causas de morbimortalidade global, e a cardiomiopatia chagásica representa uma etiologia importante no Brasil, sendo crucial para o residente reconhecer seus sinais e sintomas. A insuficiência cardíaca esquerda leva à elevação das pressões nas câmaras esquerdas e, consequentemente, à congestão venosa pulmonar. Isso se manifesta clinicamente por dispneia progressiva, ortopneia e dispneia paroxística noturna. No exame físico, a congestão pulmonar pode ser detectada por estertores finos nas bases, submacicez à percussão e, por vezes, frêmito tóraco-vocal aumentado devido ao edema intersticial e alveolar. O diagnóstico da IC é clínico, complementado por exames como ecocardiograma e peptídeos natriuréticos. O tratamento visa aliviar sintomas, melhorar a qualidade de vida e prolongar a sobrevida, envolvendo medidas farmacológicas (inibidores da ECA, betabloqueadores, diuréticos) e não farmacológicas. O reconhecimento precoce dos sinais de congestão pulmonar é vital para evitar descompensações graves.
Os sintomas clássicos incluem dispneia aos esforços, ortopneia (dispneia ao deitar), dispneia paroxística noturna (DPN), tosse noturna e fadiga, todos resultantes da congestão pulmonar e baixo débito cardíaco.
A cardiomiopatia chagásica é uma sequela crônica da infecção por Trypanosoma cruzi, causando inflamação e fibrose miocárdica progressiva, levando à dilatação ventricular, disfunção sistólica e arritmias, culminando em insuficiência cardíaca.
A congestão pulmonar manifesta-se no exame físico por estertores finos (crepitantes) nas bases pulmonares, submacicez à percussão e, em casos de edema intersticial, pode haver frêmito tóraco-vocal aumentado devido à maior transmissão sonora através do tecido pulmonar edemaciado.
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