PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021
Em pacientes com descompensação aguda de insuficiência cardíaca, que se apresentam em pronto atendimento com padrão de congestivo associado a boa perfusão tecidual periférica (perfil quente e úmido), é princípio fundamental de seu tratamento:
IC descompensada 'quente e úmida' → diurético de alça parenteral otimizado, mesmo com piora renal.
Pacientes com insuficiência cardíaca descompensada aguda no perfil 'quente e úmido' (congestão sem hipoperfusão) têm como pilar do tratamento a remoção do excesso de volume. Diuréticos de alça parenterais, como a furosemida, são essenciais e devem ser otimizados, mesmo que haja uma piora transitória da função renal, pois a congestão é o principal fator a ser combatido inicialmente.
A descompensação aguda da insuficiência cardíaca (ICDA) é uma das principais causas de internação hospitalar. A classificação hemodinâmica de Forrester e Stevenson, baseada em perfusão (quente/frio) e congestão (úmido/seco), é crucial para guiar o tratamento. O perfil 'quente e úmido', caracterizado por congestão sem hipoperfusão, é o mais comum e reflete um excesso de volume intravascular. A fisiopatologia envolve a retenção de sódio e água, levando ao aumento das pressões de enchimento cardíaco e congestão pulmonar e sistêmica. O tratamento fundamental para este perfil é a remoção do excesso de volume. Diuréticos de alça, como a furosemida, são a pedra angular da terapia, devendo ser administrados por via parenteral em doses otimizadas para garantir um efeito rápido e eficaz, especialmente em pacientes com edema intestinal que pode comprometer a absorção oral. Mesmo que haja uma piora transitória da função renal (piora da creatinina), a prioridade inicial é aliviar a congestão, pois a congestão persistente é um fator de risco independente para pior prognóstico e pode, paradoxalmente, contribuir para a disfunção renal. A monitorização da função renal e dos eletrólitos é essencial, mas não deve impedir o uso adequado dos diuréticos para descompensação congestiva.
O perfil 'quente e úmido' é caracterizado pela presença de sinais de congestão (úmido), como dispneia, edema e turgência jugular, associados a uma boa perfusão periférica (quente), sem sinais de choque ou hipoperfusão.
Diuréticos de alça são fundamentais para aliviar a congestão, reduzindo a pré-carga cardíaca e melhorando os sintomas. A via parenteral garante absorção rápida e efeito mais potente em pacientes com edema intestinal ou má perfusão.
Uma piora leve da função renal pode ser aceitável inicialmente, pois a prioridade é aliviar a congestão. A dose do diurético deve ser otimizada, e a função renal monitorada. A congestão persistente pode, por si só, prejudicar a função renal.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo