PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2023
Paciente de 55 anos, diabético, hipertenso e obeso de longa data, com passado de falta de ar aos esforços procura a emergência com piora da dispneia e edema importante em membros inferiores. Ao exame físico, Glasgow 15, PA 160x100mmHg, estase jugular importante a 45 graus, bulhas rítmicas a 2 tempos, frequência cardíaca de 105bpm, estertores creptantes e finas bolhas em bases de ambos hemitórax e hepatomegalia discreta. Apresenta boa perfusão periférica e edema de membros inferiores, simétricos, até joelhos.Analisando o RX de tórax realizado na sequência, o diagnóstico mais provável e a conduta imediata seriam:
IC descompensada com sinais de congestão (estertores, EAP, estase jugular) e boa perfusão (PA normal/elevada, sem choque) = perfil quente e úmido → diuréticos + vasodilatadores.
Paciente com fatores de risco para insuficiência cardíaca que apresenta piora da dispneia, edema, estase jugular e estertores pulmonares, mas com boa perfusão periférica e pressão arterial preservada ou elevada, enquadra-se no perfil hemodinâmico 'quente e úmido' (ou congesto). A conduta imediata visa reduzir a congestão com diuréticos de alça e vasodilatadores, como nitratos, para aliviar os sintomas e melhorar a função cardíaca.
A insuficiência cardíaca (IC) descompensada é uma condição comum em emergências, especialmente em pacientes com comorbidades como diabetes, hipertensão e obesidade. A apresentação clínica é dominada por sinais e sintomas de congestão pulmonar e sistêmica, como dispneia, estertores creptantes, estase jugular e edema de membros inferiores. A classificação hemodinâmica de Forrester ou Stevenson é crucial para guiar o tratamento. O paciente descrito, com boa perfusão periférica ('quente') e sinais de congestão ('úmido' ou 'congesto'), se enquadra no perfil B (quente e úmido). A conduta imediata para este perfil visa a descongestão e a redução da pré e pós-carga. Isso é alcançado principalmente com diuréticos de alça (como furosemida) e vasodilatadores (como nitratos), que aliviam a dispneia e o edema. Inotrópicos (como dobutamina) são reservados para pacientes com hipoperfusão ('frio'), que não é o caso aqui.
O perfil 'quente e úmido' (ou congesto) é caracterizado por sinais de congestão (úmido), como dispneia, estertores pulmonares, estase jugular e edema, mas com boa perfusão periférica (quente), sem sinais de choque ou hipoperfusão, como hipotensão ou extremidades frias.
A conduta inicial foca na descongestão e redução da pré e pós-carga. Isso é feito com diuréticos de alça intravenosos (ex: furosemida) para promover diurese e vasodilatadores (ex: nitratos) para reduzir a pressão arterial e a congestão pulmonar.
Os inotrópicos (como dobutamina) são indicados em pacientes com insuficiência cardíaca aguda que apresentam hipoperfusão (perfil 'frio'), ou seja, sinais de baixo débito cardíaco e choque, apesar da otimização da volemia, e não no perfil 'quente e úmido'.
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