CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2025
Uma mulher de 65 anos com histórico de insuficiência cardíaca congestiva e diabetes mellitus é admitida na emergência com dispneia intensa e edema de membros inferiores. Durante a avaliação, observa-se que está com saturação de oxigênio em 88%, pressão arterial de 170/95 mmHg e frequência cardíaca de 120 bpm. Segundo a Política Nacional de Atendimento às Urgências, qual das ações a seguir deve ser priorizada no atendimento inicial dessa paciente?
IC descompensada com hipoxemia e congestão → Prioridade: O2 suplementar + diurético IV.
Em um paciente com insuficiência cardíaca descompensada, dispneia intensa, hipoxemia (saturação de 88%) e edema de membros inferiores, a prioridade no atendimento inicial é estabilizar a condição respiratória e hemodinâmica. Isso é feito fornecendo oxigênio suplementar para corrigir a hipoxemia e iniciando diurético intravenoso para reduzir a sobrecarga de líquidos e aliviar a congestão pulmonar e sistêmica.
A insuficiência cardíaca congestiva descompensada é uma emergência médica comum, caracterizada pelo agravamento agudo dos sintomas de IC, frequentemente devido à retenção de líquidos e congestão. Pacientes com histórico de IC e comorbidades como diabetes mellitus são particularmente vulneráveis. A apresentação clínica típica envolve dispneia intensa, edema de membros inferiores, taquicardia e, muitas vezes, hipertensão ou hipotensão, dependendo do perfil hemodinâmico. O atendimento inicial na emergência deve seguir uma abordagem sistemática, priorizando a estabilização das condições que ameaçam a vida. A hipoxemia (saturação de oxigênio baixa) é uma preocupação imediata e deve ser corrigida com oxigênio suplementar. A sobrecarga de líquidos, manifestada por dispneia e edema, exige a administração de diuréticos intravenosos, como a furosemida, para promover a diurese e reduzir as pressões de enchimento cardíaco, aliviando a congestão pulmonar e sistêmica. Para residentes, é fundamental reconhecer que, embora a paciente tenha diabetes, o controle imediato da glicemia não é a prioridade em um quadro de descompensação aguda de IC com hipoxemia. Da mesma forma, sedativos ou beta-bloqueadores em alta dose podem ser prejudiciais na fase aguda. A compreensão da fisiopatologia da IC descompensada e a aplicação de um protocolo de atendimento baseado em evidências são cruciais para otimizar o prognóstico e evitar complicações graves.
Os sinais e sintomas incluem dispneia progressiva (ortopneia, dispneia paroxística noturna), edema de membros inferiores, ganho de peso rápido, fadiga, tosse, crepitações pulmonares, turgência jugular e, em casos graves, hipotensão e choque cardiogênico.
O oxigênio suplementar corrige a hipoxemia causada pela congestão pulmonar, enquanto os diuréticos intravenosos (como a furosemida) promovem a diurese rápida, reduzindo a sobrecarga volêmica, as pressões de enchimento cardíaco e, consequentemente, a dispneia e o edema.
Os beta-bloqueadores são contraindicados ou devem ser suspensos temporariamente em pacientes com insuficiência cardíaca aguda descompensada, especialmente na presença de hipoperfusão ou choque cardiogênico, pois podem agravar a disfunção miocárdica e a congestão.
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