HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2020
Quanto a insuficiência cardíaca descompensada grave, é correto afirmar:
Hipotensão e disfunção renal aguda na admissão por IC descompensada ↑ mortalidade.
A insuficiência cardíaca descompensada grave é uma condição com alta morbimortalidade. A presença de hipotensão e disfunção renal aguda ou agudizada no momento da admissão são marcadores de gravidade e estão associadas a um aumento expressivo da mortalidade, refletindo um estado de choque cardiogênico ou baixo débito cardíaco.
A insuficiência cardíaca (IC) descompensada grave representa um desafio clínico significativo, sendo uma das principais causas de hospitalização e morbimortalidade em todo o mundo. Embora a prevalência geral da IC seja alta, a afirmação de que atinge aproximadamente 10% da população jovem é incorreta; a IC é predominantemente uma doença de idosos, com prevalência aumentando exponencialmente após os 60 anos. No Brasil, as principais causas de IC incluem a miocardiopatia hipertensiva, isquêmica e chagásica, mas a ordem pode variar dependendo da região e dos estudos. A taxa de mortalidade da IC descompensada é elevada, especialmente em pacientes idosos e com comorbidades. A afirmação de que atinge aproximadamente 10% dos pacientes acima de 60 anos na internação pode ser subestimada em alguns contextos, mas reflete a gravidade da condição. No entanto, o ponto mais crítico e correto da questão reside na identificação de fatores prognósticos adversos. A presença de hipotensão e disfunção renal aguda ou agudizada no momento da admissão são marcadores prognósticos extremamente importantes na IC descompensada. A hipotensão sugere um estado de baixo débito cardíaco ou choque cardiogênico, enquanto a disfunção renal reflete a hipoperfusão renal e a congestão sistêmica, ambas associadas a um aumento expressivo da mortalidade. O reconhecimento desses fatores é crucial para estratificação de risco e para guiar o manejo terapêutico intensivo, visando otimizar o débito cardíaco e a perfusão de órgãos.
Os principais fatores de risco para mortalidade incluem hipotensão, disfunção renal aguda ou agudizada, níveis elevados de biomarcadores como troponina e peptídeos natriuréticos, e a presença de comorbidades graves.
A disfunção renal, tanto crônica quanto aguda, é um forte preditor de pior prognóstico na IC, pois dificulta o manejo volêmico, aumenta a toxicidade de medicamentos e reflete um estado de baixo débito cardíaco e congestão sistêmica.
A IC descompensada é uma das principais causas de internação hospitalar em adultos, especialmente idosos. Embora não atinja 10% da população jovem, sua prevalência aumenta significativamente com a idade, e a taxa de mortalidade intra-hospitalar é considerável, especialmente em pacientes com fatores de risco.
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