UFSCar - Hospital Universitário de São Carlos (SP) — Prova 2020
Paciente de 56 anos, sexo feminino, diabética, hipertensa, tabagista de longa data, procura Pronto Atendimento de Hospital Universitário queixando de que há 2 anos vem apresentando falta de ar para caminhar. Tem que descansar sempre um pouco pra poder voltar a caminhar. Está sentindo piora progressiva do quadro, porém há 1 dia passou a sentir falta de ar no repouso acompanhada de sudorese fria, mal estar e sensação de sufocamento. Ao EF: PA:120/80mmHg, FC=110bpm regular, FR=28ipm, saturação 89% em ar ambiente. Dados positivos do exame especial: Torax com murmúrio vesicular diminuído em bases, crepitações finas até terço médio de ambos os pulmões e coração com 2 bulhas rítmicas normofonéticas com sopro sistólico em foco mitral 2+/4+ irradiado para linha axilar média. Qual o diagnóstico mais provável e conduta mais apropriada a ser tomada pelo médico do Pronto Atendimento nesse primeiro momento?
Dispneia súbita + fatores de risco CV + crepitações + sopro mitral + sinais de baixo débito → Edema Agudo de Pulmão por Cardiopatia Isquêmica.
A paciente apresenta múltiplos fatores de risco cardiovascular, dispneia súbita de repouso com sinais de congestão pulmonar (crepitações) e sopro mitral, sugerindo insuficiência cardíaca descompensada por provável etiologia isquêmica (equivalente isquêmico). A conduta inicial deve ser agressiva para estabilizar o quadro.
A paciente apresenta um quadro de insuficiência cardíaca descompensada, provavelmente um edema agudo de pulmão, em um contexto de múltiplos fatores de risco cardiovascular (diabetes, hipertensão, tabagismo). A piora súbita da dispneia, sudorese fria e sinais de congestão pulmonar são alarmantes. O sopro sistólico em foco mitral irradiado para a axila média sugere insuficiência mitral, que pode ser crônica ou aguda, e a etiologia isquêmica é altamente provável, caracterizando um equivalente isquêmico. A disfunção ventricular sistólica é comum nesses casos, levando à congestão. A conduta emergencial visa estabilizar o paciente e tratar a causa subjacente. Inclui oxigenoterapia, medidas para reduzir a congestão (diuréticos, nitratos), antiagregação plaquetária dupla (AAS e clopidogrel) devido à alta suspeita de evento isquêmico agudo, e ECG imediato. A anticoagulação plena deve ser considerada, especialmente se houver suspeita de trombose ou fibrilação atrial associada.
Equivalentes isquêmicos podem se manifestar como dispneia súbita, fadiga inexplicável, náuseas, dor epigástrica ou sudorese fria, sem a dor torácica clássica, especialmente em mulheres, idosos e diabéticos.
A conduta inicial inclui oxigenoterapia, medidas para reduzir a pré e pós-carga (diuréticos, nitratos), antiagregantes plaquetários (AAS, clopidogrel), e realização imediata de ECG para avaliar IAM.
Embora a diferenciação definitiva exija ecocardiograma, a disfunção sistólica é mais comum em cardiopatia isquêmica e se manifesta com sinais de baixo débito e congestão. A disfunção diastólica pode ter fração de ejeção preservada, mas com sinais de congestão.
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