Insuficiência Cardíaca Descompensada: Sinais e Diagnóstico

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023

Enunciado

Um homem de 63 anos de idade, com antecedente pessoal de hipertensão arterial sistêmica, em uso irregular de enalapril 20 mg/dia, compareceu ao pronto atendimento com queixa de dispneia aos esforços piorada há 1 semana, com dispneia aos mínimos esforços atualmente. Relata ortopneia e dispneia paroxística noturna, além de edema de membros inferiores, sem febre ou dor torácica. Refere tosse seca e nega tabagismo. Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico provável do paciente nesse caso clínico hipotético.

Alternativas

  1. A) pneumonia
  2. B) doença pulmonar obstrutiva crônica exacerbada
  3. C) insuficiência cardíaca descompensada
  4. D) infarto do miocárdio
  5. E) tuberculose pulmonar

Pérola Clínica

Dispneia progressiva, ortopneia, DPN e edema MMII em HAS mal controlada → IC descompensada.

Resumo-Chave

A insuficiência cardíaca descompensada se manifesta por sintomas de congestão pulmonar e sistêmica, como dispneia progressiva, ortopneia, dispneia paroxística noturna e edema de membros inferiores, frequentemente precipitada pela má adesão ao tratamento de condições crônicas como a HAS.

Contexto Educacional

A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa caracterizada pela incapacidade do coração de bombear sangue suficiente para atender às demandas metabólicas do corpo, ou de fazê-lo apenas com pressões de enchimento elevadas. A descompensação da IC é uma causa comum de hospitalização, frequentemente precipitada por fatores como má adesão medicamentosa, infecções ou arritmias. A fisiopatologia da IC descompensada envolve a ativação de sistemas neuro-hormonais (SRAA, sistema nervoso simpático) e retenção de sódio e água, levando a congestão pulmonar e sistêmica. Os sintomas clássicos incluem dispneia progressiva (aos esforços, ortopneia, dispneia paroxística noturna), tosse seca, fadiga e edema de membros inferiores. O histórico de hipertensão arterial sistêmica (HAS) mal controlada é um forte indicativo de etiologia cardíaca. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos sintomas e sinais. A ausência de febre e dor torácica atípica ajuda a diferenciar de pneumonia ou infarto. O tratamento inicial visa aliviar a congestão com diuréticos, otimizar a função cardíaca e identificar e tratar o fator precipitante. A educação do paciente sobre a adesão medicamentosa e o monitoramento de sintomas são cruciais para prevenir futuras descompensações.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas cardinais da insuficiência cardíaca descompensada?

Os sintomas cardinais incluem dispneia progressiva (aos esforços, ortopneia, dispneia paroxística noturna), fadiga, e sinais de congestão sistêmica como edema de membros inferiores e turgência jugular.

Como a hipertensão arterial sistêmica se relaciona com a insuficiência cardíaca?

A hipertensão arterial sistêmica é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de insuficiência cardíaca, pois o aumento crônico da pós-carga leva à hipertrofia ventricular esquerda e, eventualmente, à disfunção cardíaca.

Qual a importância da adesão ao tratamento na prevenção da descompensação da IC?

A adesão irregular à medicação, como o enalapril para HAS, é uma causa comum de descompensação da insuficiência cardíaca, pois o controle inadequado da pressão arterial e da sobrecarga volêmica agrava a função cardíaca.

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