Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025
Paciente com quadro de descompensação da insuficiência cardíaca tem como causa desta a seguinte distribuição:
Má aderência ao tratamento é a principal causa de descompensação da insuficiência cardíaca (cerca de 29%).
A descompensação da insuficiência cardíaca é um evento comum e multifatorial. A má aderência ao tratamento medicamentoso e às restrições dietéticas (sal e líquidos) é uma das causas mais frequentes, destacando a importância da educação do paciente e do acompanhamento contínuo.
A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa e progressiva, caracterizada pela incapacidade do coração de bombear sangue suficiente para atender às demandas metabólicas do corpo. A descompensação da IC é uma causa frequente de hospitalização e está associada a alta morbidade e mortalidade, sendo um desafio clínico para residentes e profissionais. As causas de descompensação da IC são multifatoriais, mas estudos demonstram consistentemente que a má aderência ao tratamento é uma das mais prevalentes, respondendo por cerca de 29% dos casos. Outras causas importantes incluem infecções (pneumonia, infecção do trato urinário), arritmias cardíacas (fibrilação atrial), isquemia miocárdica, hipertensão arterial não controlada e o uso de medicamentos que podem exacerbar a IC (como AINEs). O manejo da IC descompensada exige uma abordagem rápida e eficaz, focando na otimização da hemodinâmica e na identificação e tratamento da causa precipitante. A prevenção é fundamental e envolve a educação do paciente sobre a importância da adesão medicamentosa, restrição de sódio e líquidos, monitoramento de peso e reconhecimento precoce de sintomas. A equipe de saúde deve reforçar continuamente essas orientações para melhorar o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes com IC.
As causas mais comuns incluem má aderência ao tratamento medicamentoso e dietético, infecções, arritmias cardíacas (especialmente fibrilação atrial), isquemia miocárdica e hipertensão arterial não controlada.
A má aderência leva à interrupção ou uso inadequado dos medicamentos prescritos e ao descumprimento das restrições de sódio e líquidos, resultando em retenção hídrica, aumento da pré-carga e piora da função cardíaca.
A prevenção envolve educação do paciente sobre a doença e o tratamento, monitoramento regular, otimização da terapia medicamentosa, controle de comorbidades e incentivo à adesão às restrições dietéticas e ao estilo de vida saudável.
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