CSNSC - Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo (RJ) — Prova 2020
Em relação ao atendimento do paciente com insuficiência cardíaca descompensada, é correto afirmar:
IC descompensada perfil B (quente e úmido): Manter betabloqueador, iniciar furosemida EV.
O perfil B da insuficiência cardíaca descompensada ("quente e úmido") indica congestão sem hipoperfusão. Nesses casos, a prioridade é aliviar a congestão com diuréticos intravenosos (furosemida), enquanto se mantém o betabloqueador, desde que o paciente não apresente sinais de hipoperfusão ou choque cardiogênico.
A insuficiência cardíaca (IC) descompensada é uma síndrome clínica comum que leva a hospitalizações frequentes, caracterizada por piora aguda dos sintomas de IC, como dispneia e edema. A classificação dos pacientes em perfis hemodinâmicos (baseada na presença de congestão e hipoperfusão, segundo a classificação de Forrester ou a abordagem clínica de Stevenson) é crucial para guiar o tratamento. A fisiopatologia da IC descompensada envolve a ativação neuro-hormonal e a retenção de fluidos, levando à congestão sistêmica e pulmonar. O diagnóstico é clínico, com base nos sintomas e sinais, e pode ser complementado por exames como BNP/NT-proBNP, ECG, radiografia de tórax e ecocardiograma. A suspeita deve ser alta em pacientes com IC prévia que apresentam piora súbita de dispneia, ortopneia ou edema. O tratamento varia conforme o perfil hemodinâmico. No perfil B ("quente e úmido"), o objetivo principal é reduzir a congestão com diuréticos de alça intravenosos (ex: furosemida). É fundamental manter o betabloqueador, pois sua suspensão pode levar a um rebote de ativação simpática e piora do prognóstico a longo prazo, desde que não haja sinais de hipoperfusão. Outras medicações, como inibidores da ECA/BRA, também devem ser mantidas se toleradas.
Os perfis hemodinâmicos da IC descompensada são baseados na presença de congestão ("úmido" vs. "seco") e hipoperfusão ("frio" vs. "quente"), resultando em quatro perfis: A (quente e seco), B (quente e úmido), L (frio e seco) e C (frio e úmido).
A conduta inicial para o perfil B é focar no alívio da congestão, geralmente com diuréticos de alça intravenosos (como a furosemida), mantendo as medicações crônicas, incluindo o betabloqueador, se o paciente estiver hemodinamicamente estável.
O betabloqueador deve ser suspenso ou reduzido em pacientes com insuficiência cardíaca descompensada que apresentam hipoperfusão (perfis C ou L) ou choque cardiogênico, devido ao risco de piora da disfunção ventricular e do débito cardíaco.
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