IC Descompensada Perfil B: Manejo e Betabloqueadores

CSNSC - Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Em relação ao atendimento do paciente com insuficiência cardíaca descompensada, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) No perfil B - Suspender betabloqueador, iniciar furosemida EV e manter demais medicações em uso
  2. B) No perfil C - Iniciar betabloqueador, furosemida EV e inotrópico; e manter demais medicações em uso
  3. C) No perfil B - Manter o betabloqueador, iniciar furosemida EV e manter demais medicações em uso
  4. D) No perfil C - Suspender o betabloqueador, iniciar furosemida EV, realizar teste terapêutico com 250 - 500 ml de solução fisiológica 0,9%, e manter demais medicações em uso

Pérola Clínica

IC descompensada perfil B (quente e úmido): Manter betabloqueador, iniciar furosemida EV.

Resumo-Chave

O perfil B da insuficiência cardíaca descompensada ("quente e úmido") indica congestão sem hipoperfusão. Nesses casos, a prioridade é aliviar a congestão com diuréticos intravenosos (furosemida), enquanto se mantém o betabloqueador, desde que o paciente não apresente sinais de hipoperfusão ou choque cardiogênico.

Contexto Educacional

A insuficiência cardíaca (IC) descompensada é uma síndrome clínica comum que leva a hospitalizações frequentes, caracterizada por piora aguda dos sintomas de IC, como dispneia e edema. A classificação dos pacientes em perfis hemodinâmicos (baseada na presença de congestão e hipoperfusão, segundo a classificação de Forrester ou a abordagem clínica de Stevenson) é crucial para guiar o tratamento. A fisiopatologia da IC descompensada envolve a ativação neuro-hormonal e a retenção de fluidos, levando à congestão sistêmica e pulmonar. O diagnóstico é clínico, com base nos sintomas e sinais, e pode ser complementado por exames como BNP/NT-proBNP, ECG, radiografia de tórax e ecocardiograma. A suspeita deve ser alta em pacientes com IC prévia que apresentam piora súbita de dispneia, ortopneia ou edema. O tratamento varia conforme o perfil hemodinâmico. No perfil B ("quente e úmido"), o objetivo principal é reduzir a congestão com diuréticos de alça intravenosos (ex: furosemida). É fundamental manter o betabloqueador, pois sua suspensão pode levar a um rebote de ativação simpática e piora do prognóstico a longo prazo, desde que não haja sinais de hipoperfusão. Outras medicações, como inibidores da ECA/BRA, também devem ser mantidas se toleradas.

Perguntas Frequentes

Quais são os perfis hemodinâmicos da insuficiência cardíaca descompensada?

Os perfis hemodinâmicos da IC descompensada são baseados na presença de congestão ("úmido" vs. "seco") e hipoperfusão ("frio" vs. "quente"), resultando em quatro perfis: A (quente e seco), B (quente e úmido), L (frio e seco) e C (frio e úmido).

Qual a conduta inicial para um paciente com IC descompensada perfil B?

A conduta inicial para o perfil B é focar no alívio da congestão, geralmente com diuréticos de alça intravenosos (como a furosemida), mantendo as medicações crônicas, incluindo o betabloqueador, se o paciente estiver hemodinamicamente estável.

Quando se deve suspender o betabloqueador na insuficiência cardíaca descompensada?

O betabloqueador deve ser suspenso ou reduzido em pacientes com insuficiência cardíaca descompensada que apresentam hipoperfusão (perfis C ou L) ou choque cardiogênico, devido ao risco de piora da disfunção ventricular e do débito cardíaco.

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