UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2022
Dentre as condutas abaixo, qual aquela que não é indicada no manejo da insuficiência cardíaca crônica?
IC com FEVE reduzida: BCC não-diidropiridínicos (verapamil/diltiazem) e alfa-bloqueadores são CONTRAINDICADOS.
Bloqueadores de canal de cálcio não-diidropiridínicos (verapamil, diltiazem) e bloqueadores alfa-adrenérgicos (doxazosina, prazosina) não são indicados no manejo da insuficiência cardíaca crônica, especialmente com fração de ejeção reduzida (ICFEr). Os BCC não-diidropiridínicos possuem efeito inotrópico negativo, podendo piorar a função cardíaca, enquanto os alfa-bloqueadores podem causar hipotensão ortostática e não demonstraram benefício na mortalidade.
O manejo da insuficiência cardíaca crônica, especialmente com fração de ejeção ventricular esquerda reduzida (ICFEr), é um pilar fundamental na cardiologia, visando melhorar a qualidade de vida, reduzir hospitalizações e prolongar a sobrevida dos pacientes. A terapia medicamentosa para ICFEr é bem estabelecida e inclui classes de drogas que atuam em diferentes vias fisiopatológicas, como IECA/BRA, betabloqueadores, antagonistas do receptor de mineralocorticoides e, mais recentemente, inibidores do receptor de angiotensina/neprilisina (ARNI) e inibidores do SGLT2. É crucial para residentes e profissionais de saúde conhecerem não apenas as medicações indicadas, mas também aquelas que são contraindicadas ou devem ser usadas com extrema cautela. Os bloqueadores de canal de cálcio não-diidropiridínicos (verapamil e diltiazem) são um exemplo clássico de medicamentos a serem evitados na ICFEr. Devido ao seu potente efeito inotrópico negativo, eles podem deprimir ainda mais a contratilidade miocárdica já comprometida, levando à piora da insuficiência cardíaca e aumento da mortalidade. Da mesma forma, os bloqueadores alfa-adrenérgicos (doxazosina, prazosina) não são recomendados como anti-hipertensivos de primeira linha na IC, pois não demonstraram benefício na mortalidade e podem causar hipotensão ortostática. Em contraste, outras opções como IECA/BRA, betabloqueadores (bisoprolol, carvedilol, succinato de metoprolol) e sacubitril/valsartana são pilares do tratamento, com evidências robustas de melhora de desfechos. A hidralazina e nitratos são uma alternativa valiosa para pacientes com contraindicação a IECA/BRA ou como terapia adicional em populações específicas. O conhecimento aprofundado dessas indicações e contraindicações é essencial para a prática clínica segura e eficaz, e é um tópico frequentemente abordado em provas de residência.
As classes de medicamentos essenciais para ICFEr incluem inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA), betabloqueadores (carvedilol, bisoprolol, succinato de metoprolol), antagonistas do receptor de mineralocorticoides (espironolactona, eplerenona) e inibidores do receptor de angiotensina/neprilisina (sacubitril/valsartana).
Os bloqueadores de canal de cálcio não-diidropiridínicos (verapamil e diltiazem) são contraindicados na ICFEr devido aos seus efeitos inotrópicos negativos, que podem deprimir ainda mais a função ventricular esquerda e exacerbar os sintomas de insuficiência cardíaca, aumentando o risco de eventos adversos e mortalidade.
A combinação de hidralazina e nitrato é indicada na insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida para pacientes que não toleram IECA/BRA devido a contraindicações (como tosse persistente ou hipercalemia), ou como terapia adicional em pacientes afro-americanos com sintomas persistentes apesar da terapia otimizada.
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