UFS/HU - Hospital Universitário de Sergipe - Aracaju (SE) — Prova 2020
De acordo com a Atualização da Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica, 2018, identificar a indicação CORRETA para o tratamento farmacológico da insuficiência cardíaca crônica:
Ivabradina na ICFEr (NYHA II-IV, ritmo sinusal, FC > 70bpm) em uso otimizado de IECA/BRA + BB.
A Ivabradina é indicada para pacientes com Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida (ICFEr), classe funcional II-IV da NYHA, em ritmo sinusal e frequência cardíaca > 70 bpm, que já estão em uso de doses máximas toleradas de IECA/BRA e betabloqueadores. Ela age reduzindo a frequência cardíaca sem afetar a contratilidade.
A Insuficiência Cardíaca Crônica (ICC) é uma síndrome clínica complexa caracterizada por sintomas como dispneia e fadiga, resultantes de uma alteração estrutural ou funcional cardíaca que compromete o enchimento ventricular ou a ejeção de sangue. O tratamento farmacológico da ICC com fração de ejeção reduzida (ICFEr) visa melhorar a qualidade de vida, reduzir hospitalizações e prolongar a sobrevida. As diretrizes atuais preconizam uma abordagem multifarmacológica. Os pilares do tratamento da ICFEr incluem inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA), betabloqueadores (bisoprolol, carvedilol, metoprolol succinato de liberação prolongada) e antagonistas dos receptores mineralocorticoides (espironolactona, eplerenona). Esses medicamentos atuam no sistema renina-angiotensina-aldosterona e no sistema nervoso simpático, promovendo remodelamento reverso e melhorando a função cardíaca. A Ivabradina é uma medicação de segunda linha, indicada para pacientes com ICFEr (FEVE < 40%), que permanecem sintomáticos (classe funcional NYHA II-IV), em ritmo sinusal e com frequência cardíaca ≥ 70 bpm, apesar do uso otimizado de IECA/BRA e betabloqueadores. Ela atua reduzindo a frequência cardíaca através da inibição seletiva da corrente If no nó sinoatrial, sem afetar a contratilidade miocárdica. Outras opções incluem inibidores do SGLT2 (dapagliflozina, empagliflozina) e sacubitril/valsartana, que têm demonstrado benefícios significativos na redução de morbimortalidade.
A Ivabradina atua inibindo seletivamente a corrente If (funny current) no nó sinoatrial, o que resulta na redução da frequência cardíaca sem afetar a contratilidade miocárdica ou a pressão arterial.
Os critérios incluem ICFEr (FEVE < 40%), classe funcional NYHA II-IV, ritmo sinusal, frequência cardíaca ≥ 70 bpm e otimização prévia com IECA/BRA e betabloqueadores em doses máximas toleradas.
Diltiazem e verapamil são bloqueadores de canal de cálcio não diidropiridínicos com efeitos inotrópicos negativos, podendo piorar a função ventricular e o prognóstico em pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida.
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