UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2020
Paciente do sexo masculino, 50 anos, obeso, procura o ambulatório de cardiologia do Hospital Alcides Carneiro com queixa de dispneia acentuada aos esforços habituais e edema de membros inferiores. Ao exame físico é evidenciado: turgência jugular patológica e desdobramento paradoxal da segunda bulha. PA: 100 x 80 mmHg. Nega uso de qualquer medicação. Marque a alternativa correta.
Dispneia aos esforços + edema + turgência jugular = IC. Classificação NYHA III e AHA C.
O paciente apresenta sintomas e sinais de insuficiência cardíaca avançada (dispneia aos esforços habituais, edema, turgência jugular). A classificação funcional de New York Heart Association (NYHA) III indica limitação significativa da atividade física, e a classificação da American Heart Association (AHA) C corresponde a doença cardíaca estrutural com sintomas de IC.
A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa resultante de qualquer alteração estrutural ou funcional do enchimento ventricular ou da ejeção de sangue. O paciente do caso apresenta dispneia acentuada aos esforços habituais e edema de membros inferiores, além de turgência jugular patológica, que são sinais e sintomas clássicos de IC descompensada. A turgência jugular reflete o aumento da pressão venosa central, e o desdobramento paradoxal da segunda bulha pode indicar um atraso no fechamento da valva aórtica, comum em condições como estenose aórtica ou bloqueio de ramo esquerdo, que podem levar à IC. A classificação da IC é fundamental para o prognóstico e manejo. A New York Heart Association (NYHA) classifica a IC com base na limitação funcional do paciente: Classe I (sem limitação), Classe II (limitação leve), Classe III (limitação acentuada com sintomas aos esforços habituais) e Classe IV (sintomas em repouso). O paciente, com dispneia acentuada aos esforços habituais, se enquadra na Classe III da NYHA. A American Heart Association (AHA) e o American College of Cardiology (ACC) classificam a IC em estágios (A, B, C, D) que refletem a progressão da doença: Estágio A (alto risco, sem doença estrutural), Estágio B (doença estrutural, sem sintomas), Estágio C (doença estrutural com sintomas atuais ou prévios de IC) e Estágio D (IC refratária). O paciente, com sintomas e sinais de IC, está no Estágio C. É importante notar que a hipertensão arterial é a principal causa de insuficiência cardíaca no Brasil. Além disso, os níveis de Peptídeo Natriurético Cerebral (BNP) tendem a ser menores em pacientes obesos, o que pode dificultar o diagnóstico em alguns casos. A presença de quarta bulha (B4) sugere disfunção diastólica, não sistólica, do ventrículo esquerdo, indicando uma complacência ventricular reduzida. O manejo da IC envolve dieta, exercícios, vacinação e a evitação de anti-inflamatórios não hormonais (AINEs), incluindo os inibidores da COX-2, que podem piorar a função renal e a retenção hídrica.
A NYHA classifica a IC com base na limitação funcional: Classe I (sem limitação), Classe II (limitação leve), Classe III (limitação acentuada com sintomas aos esforços habituais) e Classe IV (sintomas em repouso).
A NYHA avalia a limitação funcional do paciente, enquanto a AHA/ACC descreve os estágios da doença (A, B, C, D) com base na presença de doença cardíaca estrutural e sintomas, refletindo a progressão da IC.
A turgência jugular patológica indica aumento da pressão venosa central, comum na IC. O desdobramento paradoxal da segunda bulha sugere um atraso no fechamento da valva aórtica, podendo ser um sinal de disfunção ventricular esquerda.
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