FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2015
Sobre o tratamento e prognóstico da ICC, assinale a alternativa correta:
ICC com grandes áreas acinéticas → ↑ risco de trombos intracavitários → indicação de anticoagulação oral.
Em pacientes com Insuficiência Cardíaca Crônica (ICC) e grandes áreas de acinesia miocárdica, há um risco aumentado de formação de trombos intracavitários, que podem embolizar. Nesses casos, a anticoagulação oral é indicada para prevenir eventos tromboembólicos.
A Insuficiência Cardíaca Crônica (ICC) é uma síndrome clínica complexa resultante de uma disfunção estrutural ou funcional do enchimento ventricular ou da ejeção de sangue. É uma condição progressiva com alta morbidade e mortalidade, sendo uma das principais causas de hospitalização em idosos. O tratamento visa aliviar os sintomas, melhorar a qualidade de vida, reduzir hospitalizações e prolongar a sobrevida. O manejo da ICC envolve uma abordagem multifacetada com medicamentos que modificam a doença (inibidores da ECA/BRA, betabloqueadores, antagonistas da aldosterona, inibidores da SGLT2) e terapias não farmacológicas. A anticoagulação oral não é universalmente indicada na ICC, mas é crucial em situações de alto risco trombótico, como a presença de fibrilação atrial, trombo ventricular esquerdo documentado ou grandes áreas de acinesia miocárdica, onde o fluxo sanguíneo é estagnado, favorecendo a formação de trombos. O prognóstico da ICC é influenciado por diversos fatores, incluindo a etiologia, a fração de ejeção, a classe funcional e os níveis de biomarcadores como BNP e norepinefrina (níveis elevados indicam pior prognóstico). A digoxina, embora possa melhorar os sintomas, não demonstrou aumentar a sobrevida na ICC e seus níveis plasmáticos devem ser cuidadosamente monitorados para evitar toxicidade, buscando-se níveis mais baixos (0,5-0,9 ng/ml) para otimizar o benefício e minimizar riscos. A terapia de ressincronização cardíaca é indicada para pacientes selecionados com disfunção ventricular e distúrbio de condução intraventricular significativo.
A anticoagulação oral é indicada em pacientes com ICC que apresentam fibrilação atrial, trombo intracavitário documentado ou grandes áreas de acinesia miocárdica, devido ao risco aumentado de eventos tromboembólicos.
Os antagonistas da aldosterona (espironolactona, eplerenona) são indicados em pacientes com ICC com fração de ejeção reduzida, pois demonstraram reduzir a mortalidade e o número de internações, além de melhorar os sintomas.
Níveis elevados de BNP (Peptídeo Natriurético Cerebral) e norepinefrina são marcadores de ativação neuro-hormonal e estão associados a um pior prognóstico na ICC, indicando maior gravidade da doença.
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