SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2020
José tem 56 anos, é hipertenso de longa data e desenvolveu quadro de insuficiência cardíaca congestiva, apresentando edema de membros inferiores, turgência jugular e dispneia paroxística noturna. As drogas capazes de reduzir a morbimortalidade em casos como o de José são:
ICC com FE reduzida: IECA/BRA, betabloqueadores e antagonistas mineralocorticoides reduzem morbimortalidade.
Em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva e fração de ejeção reduzida, as classes de medicamentos que comprovadamente reduzem a morbimortalidade são os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA), os betabloqueadores e os antagonistas dos receptores mineralocorticoides (diuréticos poupadores de potássio).
A insuficiência cardíaca congestiva (ICC) é uma síndrome clínica complexa e progressiva, caracterizada pela incapacidade do coração de bombear sangue suficiente para atender às demandas metabólicas do corpo, ou de fazê-lo apenas com pressões de enchimento elevadas. É uma das principais causas de morbimortalidade e hospitalização em todo o mundo, especialmente em pacientes idosos e com comorbidades como hipertensão arterial. O manejo da ICC visa aliviar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e, crucialmente, reduzir a morbimortalidade. A fisiopatologia da ICC envolve uma série de mecanismos compensatórios neuro-hormonais, como a ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) e do sistema nervoso simpático. Embora inicialmente benéficos, esses mecanismos tornam-se deletérios a longo prazo, levando à remodelação cardíaca, fibrose e progressão da disfunção ventricular. O diagnóstico é clínico, baseado em sintomas como dispneia, fadiga, edema e turgência jugular, complementado por exames como ecocardiograma e peptídeos natriuréticos. O tratamento farmacológico da ICC com fração de ejeção reduzida (ICFEr) é baseado em classes de medicamentos que demonstraram, em grandes estudos clínicos, reduzir significativamente a morbimortalidade. Essas incluem os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA), os betabloqueadores (BB) e os antagonistas dos receptores mineralocorticoides (ARM), como a espironolactona. Essas drogas atuam modulando os sistemas neuro-hormonais e revertendo, em parte, a remodelação cardíaca. É fundamental que residentes compreendam a indicação e o mecanismo de ação dessas classes para otimizar o tratamento e o prognóstico dos pacientes com ICC.
As classes de medicamentos que formam a base do tratamento para reduzir a morbimortalidade na ICC com fração de ejeção reduzida são os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA), os betabloqueadores e os antagonistas dos receptores mineralocorticoides (ARM).
Os betabloqueadores, como carvedilol, metoprolol succinato e bisoprolol, são fundamentais na ICC, pois bloqueiam os efeitos deletérios da ativação simpática crônica no coração, melhorando a função ventricular, reduzindo a remodelação cardíaca e, consequentemente, a morbimortalidade.
Os IECA (ou BRA, em caso de intolerância aos IECA) são cruciais porque inibem o sistema renina-angiotensina-aldosterona, que está hiperativado na ICC. Isso leva à vasodilatação, redução da pré e pós-carga, diminuição da retenção de sódio e água, e atenuação da remodelação cardíaca, resultando em melhora da função cardíaca e redução de eventos cardiovasculares.
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