HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2023
São classes de drogas que apresentam impacto em mortalidade da Insuficiência Cardiaca Congestiva com fração de ejeção reduzida (ICFER):
ICFER: Terapia quádrupla (IECA/BRA, BB, ARM, iSGLT2, ARNI) ↓ mortalidade.
A terapia da ICFER evoluiu para um pilar quádruplo que comprovadamente reduz mortalidade e hospitalizações. É crucial conhecer essas classes de medicamentos para o manejo adequado e otimização do prognóstico dos pacientes.
A Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida (ICFER) é uma síndrome clínica complexa, caracterizada pela incapacidade do coração de bombear sangue adequadamente, resultando em sintomas de congestão e baixo débito. É uma condição de alta prevalência e morbimortalidade, sendo uma das principais causas de hospitalização em adultos. O manejo da ICFER é um pilar fundamental na prática cardiológica, e o conhecimento das terapias que impactam a mortalidade é crucial. A fisiopatologia da ICFER envolve ativação neuro-humoral, remodelamento cardíaco e inflamação. O diagnóstico é clínico, laboratorial e ecocardiográfico, com fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) ≤ 40%. A suspeita deve ocorrer em pacientes com dispneia, fadiga, edema e sinais de congestão pulmonar ou sistêmica. A identificação precoce e o início da terapia otimizada são essenciais para melhorar o prognóstico. O tratamento da ICFER é baseado em evidências e visa reduzir sintomas, hospitalizações e mortalidade. As classes de drogas que comprovadamente reduzem a mortalidade incluem: Inibidores da ECA (ou Bloqueadores do Receptor da Angiotensina II - BRA, ou Inibidores da Neprisilina e Receptor da Angiotensina - ARNI), Beta-bloqueadores, Antagonistas do Receptor Mineralocorticoide (ARM) e Inibidores SGLT2. A combinação dessas terapias, conhecida como terapia quádrupla, representa o padrão ouro atual.
As principais classes são Inibidores da ECA (ou BRA/ARNI), Beta-bloqueadores, Antagonistas do Receptor Mineralocorticoide (ARM) e Inibidores SGLT2.
Diuréticos de alça e tiazídicos são importantes para o controle sintomático da congestão, mas não demonstraram impacto direto na mortalidade em estudos clínicos.
Os inibidores SGLT2, como dapagliflozina e empagliflozina, são uma adição recente e fundamental, mostrando redução significativa de mortalidade cardiovascular e hospitalizações por IC.
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