Tratamento da ICFER: Medicamentos de Classe I

TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2024

Enunciado

Paciente encaminhado de posto de saúde de cidade do interior por quadro de insuficiência cardíaca com fração de ejeção de 35%. Quais medicamentos formariam um esquema de medicações classe 1, ou seja, de rotina para esse tipo de paciente?

Alternativas

  1. A) Bisoprolol, enalapril, eplerenona e empagliflozina.
  2. B) Carvedilol, losartana, espironolactona e ivabradina.
  3. C) Dapagliglozina, digoxina, captopril, metoprolol.
  4. D) Acubitril-valsartana, empagliflozina, enalapril, ivabradina e espironolactona.

Pérola Clínica

ICFER (FE ≤ 40%) = BB + IECA/BRA/ARNI + ARM + iSGLT2 (Quarteto Fantástico).

Resumo-Chave

O tratamento da ICFER visa o bloqueio neuro-hormonal triplo associado aos inibidores de SGLT2 para reduzir mortalidade e hospitalização de forma sinérgica.

Contexto Educacional

A insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER) é definida por uma FE ≤ 40%. O tratamento evoluiu de um modelo focado em sintomas para um modelo de modificação de doença através do bloqueio neuro-hormonal. As diretrizes atuais recomendam o início precoce das quatro classes de drogas que demonstraram redução de mortalidade cardiovascular. O Bisoprolol (betabloqueador), Enalapril (IECA), Eplerenona (ARM) e Empagliflozina (iSGLT2) formam um esquema robusto de Classe I. A titulação deve ser feita para atingir as doses alvo dos grandes estudos clínicos, monitorando sempre a função renal e os níveis de potássio.

Perguntas Frequentes

Quais são os quatro pilares da ICFER?

Os quatro pilares incluem: 1. Betabloqueadores (Carvedilol, Bisoprolol ou Metoprolol); 2. Inibidores do sistema renina-angiotensina (IECA, BRA ou preferencialmente ARNI); 3. Antagonistas do receptor mineralocorticoide (Espironolactona/Eplerenona); 4. Inibidores da SGLT2 (Dapagliflozina ou Empagliflozina).

Quando usar Ivabradina na IC?

A Ivabradina é indicada para pacientes em ritmo sinusal, com frequência cardíaca persistente acima de 70 bpm, que permanecem sintomáticos apesar da dose máxima tolerada de betabloqueadores.

Qual o papel da Digoxina?

A Digoxina é reservada para pacientes sintomáticos apesar da terapia quádrupla otimizada ou para controle de frequência na fibrilação atrial, sem impacto comprovado na redução de mortalidade.

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