UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2020
Em relação à insuficiência Cardíaca (IC), é correto afirmar:
ICFER sintomática: Diurético + IECA (ou BRA/ARNI) + Beta-bloqueador são pilares do tratamento inicial.
O tratamento da IC com FEVE reduzida (ICFER) inicia com diuréticos para controle sintomático (congestão) e IECA (ou BRA/ARNI) para modulação neuro-hormonal e melhora de sobrevida. A adição precoce de um beta-bloqueador é fundamental para reduzir mortalidade e morbidade, sendo esses os pilares da terapia.
A Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida (ICFER) é uma síndrome clínica complexa caracterizada por sintomas de dispneia e fadiga, causados por uma alteração estrutural ou funcional cardíaca que resulta em redução do débito cardíaco e/ou pressões de enchimento elevadas. É uma condição de alta morbimortalidade, e seu manejo farmacológico visa melhorar os sintomas, a qualidade de vida e, crucialmente, a sobrevida dos pacientes. O tratamento da ICFER evoluiu significativamente, mas os pilares iniciais permanecem a combinação de um diurético (para alívio sintomático da congestão), um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueador do receptor de angiotensina (BRA), e um beta-bloqueador. IECA/BRA e beta-bloqueadores são modificadores de doença, comprovadamente capazes de reduzir mortalidade e hospitalizações ao modular o sistema renina-angiotensina-aldosterona e o sistema nervoso simpático. A espironolactona (um antagonista do receptor mineralocorticoide) é adicionada em pacientes sintomáticos com FEVE < 35% que já estão em uso de IECA/BRA e beta-bloqueador, também com impacto positivo na sobrevida. Novas terapias, como os inibidores do receptor de angiotensina e neprilisina (ARNI, como sacubitril/valsartana), e os inibidores do SGLT2, têm demonstrado benefícios adicionais e estão sendo incorporadas precocemente nos algoritmos de tratamento, substituindo o IECA/BRA em muitos casos. A digoxina e a ivabradina têm papéis mais específicos, geralmente para controle sintomático ou de frequência cardíaca em pacientes selecionados, sem impacto direto na sobrevida global.
Os pilares do tratamento inicial para ICFER sintomática incluem diuréticos para controle da congestão, um inibidor da ECA (ou BRA/ARNI) e um beta-bloqueador, que juntos modulam o sistema neuro-hormonal e melhoram a sobrevida.
A espironolactona é indicada em pacientes com ICFER (FEVE < 35%) e sintomas persistentes (NYHA II-IV), após otimização de IECA/BRA e beta-bloqueador. Ela reduz mortalidade e hospitalizações ao bloquear o receptor de aldosterona.
A digoxina pode ser usada em pacientes com ICFER e sintomas persistentes, especialmente aqueles com fibrilação atrial, para controle de sintomas e redução de hospitalizações, mas não demonstrou alterar a sobrevida.
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