Tratamento da ICFEr: Terapia Quádrupla e Manejo Pós-Alta

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2025

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 72 anos, com diagnóstico de insuficiência cardíaca com fração de ejeção do ventrículo esquerdo reduzida secundária à miocardiopatia isquêmica. Dá entrada na Unidade de Emergência com quadro de dispneia em repouso, ortopneia, tosse seca, dispneia paroxística noturna e edema de membros inferiores há 7 dias, intensificado hoje. Ao exame físico, encontrava-se consciente e orientada, mas ansiosa, sudoréica, com FR 32 irpm, FC 120 bpm; PA 160x90 mmHg, SatO2 78% em ar ambiente, com crepitações em 2/3 inferiores, bilateralmente.A paciente evoluiu com melhora clínica progressiva e, após 5 dias, recebeu alta hospitalar com encaminhamento para seguimento ambulatorial com a Cardiologia. Assinale a alternativa com a receita médica mais adequada, caso não tenha contraindicação para nenhuma das medicações indicadas?

Alternativas

  1. A) Metoprolol, espironolactona, furosemida, anlodipino.
  2. B) Metoprolol, hidralazina, monocordil, furosemida.
  3. C) Metoprolol, losartan, furosemida e espironolactona.
  4. D) Metoprolol, losartan, furosemida, espironolactona e dapagliflozina.

Pérola Clínica

HFrEF estável → Beta-bloqueador + IECA/BRA/ARNI + MRA + SGLT2i (Terapia Quádrupla).

Resumo-Chave

O tratamento padrão-ouro para ICFEr visa o bloqueio neuro-humoral completo e a inibição do SGLT2 para reduzir mortalidade e hospitalizações.

Contexto Educacional

A insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) é uma síndrome clínica complexa onde a otimização terapêutica precoce é fundamental. As diretrizes brasileiras e internacionais recomendam a implementação rápida dos quatro pilares farmacológicos que demonstraram redução de mortalidade. No caso clínico, a paciente de 72 anos com miocardiopatia isquêmica e fração de ejeção reduzida, após estabilização do quadro agudo, deve receber alta com a combinação de Metoprolol (betabloqueador), Losartana (BRA - bloqueador do receptor de angiotensina), Furosemida (diurético para controle de sintomas), Espironolactona (MRA) e Dapagliflozina (iSGLT2). Esta combinação (Alternativa D) representa o manejo contemporâneo mais robusto para melhorar o prognóstico a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Quais drogas compõem a terapia quádrupla da ICFEr?

A terapia quádrupla consiste em: 1) Betabloqueador (Carvedilol, Metoprolol ou Bisoprolol); 2) IECA, BRA ou preferencialmente ARNI (Sacubitril/Valsartana); 3) Antagonista de Mineralocorticoide (Espironolactona); e 4) Inibidor de SGLT2 (Dapagliflozina ou Empagliflozina).

Quando iniciar betabloqueadores na IC descompensada?

O betabloqueador deve ser iniciado ou reintroduzido assim que o paciente atingir a euvolemia (estágio 'seco') e estiver clinicamente estável, ainda antes da alta hospitalar, para garantir a adesão e início precoce da proteção miocárdica.

Qual o papel da Dapagliflozina na IC?

A Dapagliflozina, um inibidor de SGLT2, reduz significativamente o risco de morte cardiovascular e o agravamento da insuficiência cardíaca em pacientes com ICFEr, independentemente de serem diabéticos ou não.

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